Sexta-feira, 13 de dezembro de 2013, atualizada às 09h07

Condomínio industrial alimentício de Juiz de Fora vai sair do papel

Eduardo Maia
Repórter
Condomínio Industrial alimentício

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprovou, na tarde desta quinta-feira, 12 de dezembro, o repasse de terrenos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) à Prefeitura de Juiz de Fora. A área está localizada no Distrito Industrial, próximo à BR-040, e viabilizará a criação de um condomínio industrial envolvendo em torno de 20 empresas de alimentação.

Todos os terrenos estão avaliados em cerca de R$ 2,4 milhões. Da área total de 264 mil m², o distrito será construído em 120 mil m². A doação cumpre a lei estadual 20.020, de 2012, que autoriza o repasse de áreas destinadas à implantação de empresas que contribuam para a geração de empregos e renda no âmbito local ou regional. Uma das condições para viabilizar o processo é quitar débitos da Companhia referentes ao IPTU, uma dívida que hoje soma R$ 234 mil.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, André Zuchi, explica que, a partir da lei aprovada, a prefeitura receberá os terrenos da Codemig, bem como a responsabilidade pela administração do Distrito Industrial. "Como nosso distrito já é bem ocupado, vamos utilizar as áreas remanescentes no projeto de atração de empreendimentos para a cidade. Vamos assinar o convênio, em que parte é cartorial e a outra é relativa à administração, o dia a dia do distrito, o acompanhamento das tranferências de terreno e das empresas. É como se a prefeitura fosse um preposto da Codemig em Juiz de Fora", esclarece.

Zuchi afirma que, apesar da dimensão do terreno, parte é imprópria para o uso industrial, devido à concentração de morros. "As áreas são pequenas e também temos que respeitar as áreas de reservas ambientais. São poucas, mas que vão nos ajudar nessa carência de áreas públicas para fins industriais", diz.

Geração de mais 1,5 mil empregos

O empreendimento será viabilizado através de um aporte de cerca de R$ 40 milhões. A iniciativa partiu do Sindicato das Indústrias Alimentícias de Juiz de Fora no ano de 2009 e já recebeu parecer favorável da Caixa Econômica Federal para o financiamento. A primeira etapa do projeto deve ser concluída em 2015.

Segundo a diretora e ex-presidente do Sindicato, Valéria Vieira Marcello Rezende, o empreendimento deve gerar de 1,5 a 2 mil empregos nas empresas consorciadas. "Essa é uma oportunidade das pequenas empresas se unirem para formatar dentro desse condomínio uma maneira de melhor negociar, atingir os mercados, a partir de uma boa infraestrutura, que proporcionará às pequenas empresas a estrutura física mais apropriada ao setor. Também facilitará que serviços possam ser rateados, facilitando, por exemplo, compras coletivas", explica.

Além disso, Valéria enfatiza que algumas empresas de maior porte serão adequadas para a alocação no distrito e acredita que, "depois de chancelado, mais empresas devem se interessar." De acordo com a diretora, o sindicato espera a cessão dos terrenos para iniciar os processos de licenciamento ambiental e dar início às obras. "A gente espera que em seis meses essas obras já comecem, dando início ao projeto de construção dos galpões."

Para o presidente da Câmara, Júlio Gasparette (PMDB), a iniciativa é um impulso para a valorização da indústria local. "Isso representa muito para a economia de Juiz de Fora. O fator primordial é segurar as nossas empresas aqui, não dar espaço para que outras empresas tirem elas daqui. São empresas nascidas em Juiz de Fora, que começaram pequenas e que vão ter um galpão de dois mil metros quadrados para atuarem", elogiou.

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