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    Cresce a procura por aluguéis residenciais em Juiz de Fora

    Futuros estudantes já procuram imóveis para morar em novo ano letivo

    Lucas Soares
    Repórter
    29/11/2015

    Com a proximidade do fim do ano, a procura pelo aluguel de imóveis em Juiz de Fora aumenta, já que os contratos vigentes, tradicionalmente, se encerram entre novembro e janeiro, devido à presença constante de estudantes na cidade, maiores locatários de imóveis residenciais.

    Segundo o diretor de aluguéis da imobiliária Ribeiro & Arrabal, Júlio Ribeiro (foto ao lado), essa procura acontece mesmo antes do resultado dos vestibulares. "Assim que sai as notas do Enem, já começa a procura. O jovem já quer vir para a cidade, às vezes fazer um cursinho ou uma faculdade particular. Também não é só estudante, mas banco, principalmente, tem muita transferência nessa época. Então aumenta bem a procura", comenta.

    Segundo Ribeiro, a preferência ao escolher um imóvel é pela região central, em locais onde há comércio e um maior movimento. "A maioria procura um apartamento em São Mateus, Granbery, Altos dos Passos e o próprio Centro. São Pedro cresceu, mas não é igual aqui em baixo. É raro ficar vazio um imóvel, saiu um pouco, já começa a ficar difícil. Quem vem para cá, gosta de morar perto do Centro", explica.

    O corretor de imóveis afirma que, em um primeiro momento, o locatário escolhe o imóvel pelo preço, para depois decidir quais outros benefícios terá. "São poucos clientes que não se preocupam com o custo. É a primeira coisa que olham, depois de saber o tamanho do apartamento. Às vezes o apartamento é mais barato porque é pior do que o mais caro, aí o cliente sobe o investimento no aluguel. Hoje, em Juiz de Fora, um quarto e sala, que é o mais barato, nessa região parte de R$ 900, com aluguel, condomínio e IPTU", conta.

    Público

    Além dos estudantes, Ribeiro traça o perfil do locatário de imóveis em Juiz de Fora. "Se for um quarto e sala, posso dizer que 90% dos clientes são estudantes. Dois quartos, já começam a aparecer jovens casais, com filhos. A partir de três quartos, é para famílias. Não tem essa tendência de repúblicas aqui em Juiz de Fora, a maioria dos prédios não aceita república em apartamento", comenta.

    Aluguei. E agora?

    Fechado o acordo do aluguel, é elaborado um contrato em três (ou duas) partes: imobiliária (caso participe), locatário e locador. O locatário têm cláusulas a serem cumpridas. "No imóvel residencial, o locatário não pode fazer nada além de pintar. Mas deve entregar no estado que pegou. Se quiser trocar um piso, por exemplo, o ideal é conversar com o proprietário antes para não ter que destrocar o piso no momento da entrega do imóvel", revela. Ribeiro explica que o contrato é feito baseado nas leis federais, municipais e do próprio condomínio. "Tem normas a serem seguidas. Tem locais que não aceitam repúblicas, por exemplo", diz.

    O corretor explica que a lei trata contratos mínimos de 30 meses, podendo ser incluídas cláusulas que permitam a saída com 15 meses. "Tem rotatividade, mas não é tão grande assim. O processo de mudança é chato. Se a pessoa souber que vem para ficar menos tempo, o ideal é conversar antes com a imobiliária e o proprietário, podendo colocar essas cláusulas, para evitar multa. A única hipótese onde não existe multa é se a pessoa for transferida de trabalho", exemplifica.

    Aluguel ou compra

    Segundo o corretor, uma dúvida que passa pela cabeça de quem decide se mudar é a escolha se aluga ou compra o novo imóvel. "Um apartamento desses, que se aluga por R$ 900, custa em torno de R$ 250 mil. Não é todo mundo que tem essa grana. A prestação do financiamento é mais cara e, também, quem aluga um imóvel destes quer ficar um ou dois anos. Quando se compra, já assume um compromisso maior, com um financiamento de dez, vinte anos. E quem vai comprar pelo banco, precisa dar um sinal, precisa ter renda comprovada. Agora, se for comprar à vista, é melhor comprar mesmo", comenta. Uma recente mudança na lei também alterou diretamente o mercado imobiliário, com a obrigatoriedade de sinais maiores. "Para imóveis usados, é necessário esse sinal de 50%. Para novos, é 20%. Houve uma queda grande nessa procura", conta.

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