Pesquisar preço, reutilizar e comprar livros usados são táticas dos pais para economizar

Conforme o Procon-JF a variação de preço do mesmo produto pode ser de até 91%

Angeliza Lopes
Repórter
9/01/2016
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A compra de material escolar dos filhos é uma tarefa cara e difícil para os pais, que estão gastando mais tempo nas procuras pelo melhor preço em livrarias e papelarias de Juiz de Fora. Conforme mostrou os levantamentos divulgados Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/JF), na última terça-feira, 5 de janeiro, esta pesquisa de mercado é a melhor solução para economizar. Pois, de acordo com os dados, a variação de preço de um estabelecimento para o outro é grande. Alguns itens da lista estão com variação de preço de até 91%, como os lápis de cor de 12 unidades, com variação de R$5,99 a R$23,90; cadernos de 10 matérias, encontrados entre R$7,90 e R$27,99; e as canetas esferográficas, de R$0,65 a R$7,40.

Quem concorda com a ideia é a gerente de produção, Bianca Souza Siqueira, que faz a pesquisa com antecedência e em, pelo menos, três lojas para comparar valores. Além disso, para reduzir a conta, ela sempre aproveita tudo que pode do ano anterior. "Verifico junto ao meu filho todo o material e juntos, vemos o que pode ser aproveitado ou não", explica. Mas, alguns itens precisam ser novos, como destaca a consultora de vendas, Aline Roberta Marques. "Meu filho de 4 anos começa o 1° período este ano e não tenho muito tempo de pesquisar, mas minha irmã vai em quase todas as lojas e me fala onde está mais barato. Tudo está muito caro, mas um item que não pode faltar é a mochila nova", afirma.

Diferente de Bianca que não costuma levar o filho, de 12 anos, para as compras, a comerciante Mara Paula Oliveira tentava negociar com a filha, que vai começar o 5° ano do ensino fundamental, na compra dos cadernos. "Ela sempre vem comigo, mas temos que conversar sobre suas escolhas, pois os preços estão mais altos que o ano passado".

O sócio administrativo da Palimontes, Evandro Freitas, diz que o aumento relativo dos preços se deve ao aumento do valor repassado pelo fornecedor em 10%, além do acréscimo de 10% no imposto estadual. "Se equiparamos com o ano passado, teremos um aumento de 5%, mas este valor é relativo, pois tivemos um faturamento maior devido o aumento dos valores, mas as pessoas estão comprando menos e produtos mais em conta. Os produtos licenciados, com estampas de personagens de filmes, que são mais caros, também estão ficando em segundo plano".

Livros

Os livros não podem faltar e são os itens mais caros da lista. Por isso, segundo o proprietário da Livraria do Flamengo, Walter Carneiro Júnior, os pais estão optando mais pelos usados. Com crescimento de 30% nas vendas, ele avalia que a procura se deve a crise econômica atual e a alta dos preços dos novos. "Além de vendermos o usado com um valor de 50% a menos que o novo também fazemos troca de dois livros por um. Mas ele deve ser atualizado e do mesmo gênero. Além disso, vendemos novos aceitando os usados como parte do pagamento", afirma.

A gerente de produção conta que as bancas de livros usados são o primeiro lugar de suas visitas. "O primeiro lugar que vou são as livrarias que vendem usados para verificar se consigo adquirir algum livro num custo menor. Feito isso, recorro às cotações nas livrarias para adquirir os que não consegui nos sebos".


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