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    Diálogo no trabalho

    André Salles André Salles 8/05/2017

    Em nosso último artigo falamos um pouco sobre “os tristes indícios de superficialidade do pensar da atualidade” os quais atendem à supremacia da Razão. Os sinais da origem desta supremacia, segundo Rudolf Steiner, aconteceram na época de Thales, Pythagoras e Buddha, quando pela primeira vez surgiu a razão na forma de lógica. A partir daí, explica ele, a verdade passa pela inteligência individual e é provada pelo argumento.

    Em Psicologia, o princípio no homem o qual não pode ser falado dele como "corpo", na acepção que conhecemos (animal, vegetal e mineral) nós o chamamos de Self (Eu). Assim tínhamos, como agora temos, antes da época de Thales, Pythagoras e Buddha, um “Self”, de igual forma superior aos demais reinos da natureza, mas que possuía uma comunicação mais direta com o seu “mundo interior” (psicológico). Atualmente, nosso Self  se desenvolve através do conhecimento dos livros. Através dos livros e das ciências, contatamos o próprio Self e o Self de outrem.

    Será que seríamos capazes de observar estes dois momentos históricos no ambiente do trabalho. Como acontecia na idade média? Como acontece hoje após um largo desenvolvimento intelectual? Não vamos aqui desenvolver um traçado histórico, mas podemos afirmar que a configuração do trabalho na idade média mudou. Para ser simples, passamos da condição de “servos” para “empregados”. Será que nossa condição MELHOROU? Contudo, queremos afirmar que o que precisamos hoje é abrir nossa consciência para observar que no mundo do trabalho também existe um constante DEVIR, ou seja, tudo está em constante movimento. Por isto afirmamos anteriormente que é necessário refletirmos sobre, por exemplo, “ficar em um mesmo emprego”, “trabalhar em uma mesma posição”, “ter os mesmos Coordenadores ou Gestores”. Observe como é pouco rico, em suas vivências relativas ao trabalho, o diálogo de um trabalhador que sempre teve o mesmo emprego, o mesmo chefe, a mesma mesa, o mesmo computador, as mesmas tarefas...

    Conseguimos sentir os movimentos no trabalho como salutares a partir do momento em que somos capazes de dirigir o pensamento para o nosso interior e assim “quebrar a rotina no trabalho”. Para quebra-la com eficácia e eficiência, é necessário DIALOGAR com o próprio interior e com os colegas de trabalho, isto é, precisamos PROMOVER O MOVIMENTO de forma que possam ocorrer melhorias para ambas as partes: empregado e empregador. Trabalho existe para promover saúde e não para erradica-la. Se a saúde não acontece, algo ocorre que deverá ser sanado por meio do Diálogo.

    Para a saúde no trabalho nossa individualidade, o “Eu”, necessita ser flexível dialogando e ponderando também com a ciência, sem unilateralidade. No trabalho, a cada ano, ganhamos algo e perdemos algo. Ganhamos experiência profissional e perdemos muitas possibilidades de permanecer saudável porque, na maioria dos casos, através da “supremacia do intelecto”, apreendida pelo campo mental, imprimimos demasiada “força” naquilo que chamamos de “RAZÃO” (veja nosso artigo As armadilhas da Mente) e afirmamos com muita frequência, sem dar conta do que estamos dizendo: eu tenho a razão! Se formos capazes de dirigir o pensamento para dentro em nós (Self), sem unilateralidade, veremos que nossa parcela de “não razão” também existe. Então, porque não DIALOGAR? Porque encobrir nossa “não razão”? Não dialogar no trabalho é parte integrante de uma “armadilha de minha mente” (no sentido Mindfulness anteriormente explicado).

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