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    Sábado, 18 de janeiro de 2020, atualizada às 10h42

    Aprenda quais as melhores formas de investir e poupar dinheiro em 2020 

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Entre as promessas de início de ano está a vontade de poupar dinheiro para realizar algum projeto futuro ou, simplesmente, juntar um extra para situações inusitadas. Por mais que pareça uma realidade distante para a maioria, investir percentuais mínimos do seu salário depende muito mais da disciplina e mudança de pensamento em relação as próprias finanças, do que ter grana sobrando.

    O assessor de investimentos Ciro Cordeiro orienta que quem deseja poupar precisa se pagar primeiro ao receber o salário do mês. Ele analisa que o brasileiro não possui a cultura de guardar dinheiro e, além disso, raciocina, em sua maioria, que o que sobra depois de pagar as contas, que é o valor possível de investir. “O interessante é pensar ao contrário. A receita menos o que ela quer poupar. A pessoa se paga no início do mês como se fosse um boleto e o que sobrar é o valor para gastar com as contas da casa”, explica.

    Um dos produtos interessantes para tornar rotineiro esta disciplina financeira é a Previdência Privada. Ela é vista como um investimento e gera boletos ou débito em conta que permitem um maior controle do recolhimento mensal. O assessor de investimento também indica a Previdência para o planejamento sucessório, já que ela não entra em inventário. “É uma forma de dar liquidez ao patrimônio para este planejamento sucessório”.

    O modelo permite que o investidor resgate valores a qualquer momento, mas cada seguradora define o tempo de carência do momento que for feito o resgate. Normalmente, é possível fazer retiradas de 60 em 60 dias, só que algumas estipulam 180 dias. No entanto, é importante estar atento as particularidades da tabela do Imposto de Renda para a Previdência Privada, que pode ser progressiva ou regressiva:

    Progressiva – neste caso, o imposto vai aumentando de acordo com os resgates. Ela é indicada para o investidor que deseja poupar em um curto prazo. Por menos de seis anos;

    Regressiva – se for para uma poupança de mais de seis anos, o indicado é a regressiva. Quanto mais o tempo passa, menor fica o custo.

    Outro detalhes que deve ser analisado é se será PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre, ou VGBL - Vida Gerador de Benefício Livre. Veja quais as diferenças:

    PGBL - você usa como benefício fiscal no Imposto de Renda, na declaração de ajuste, porém o imposto de renda incide sobre o total;

    VGBL - não te dá o benefício de abater no imposto de renda o benefício fiscal no IR, no entanto, o imposto de renda é só sobre o rendimento.

    Mais do que juntar dinheiro para garantir um recurso no futuro, a Previdência também é vista como um fundo de investimento e pode ser administrado de três formas: conservadora, moderada ou agressiva. Ciro Cordeiro detalha que quem é conservador fica desconfortável com oscilações na carteira e sempre vai optar pelo rendimento básico, que é o mesmo todo mês. O moderado aceita que uma menor parte do capital tenha volatilidade, com oscilação, mas a maior parte do dinheiro investido permanece na parte conservadora. Já o agressivo tem mais na carteira onde é possível volatilidade.

    “Para os agressivos, o cenário atual está positivo, já que os juros estão em baixa e bolsa em alta. A renda variável hoje está superando a renda fixa de muito, tanto é que a Bovespa acumulou em 2019 a maior alta dos últimos três anos, de 31,58%, enquanto a renda fixa ficou em 6%, ao ano. Mas, a pessoa deve ter em mente que a bolsa não rende a mesma coisa todo mês, depende do tipo de ativo e tem momentos de alta e momentos de baixa”, complementa.

    Poupança e Seguro de Vida

    Muitas pessoas ainda ficam na dúvida se vale a pena investir na poupança. O assessor de investimentos explica que ela rende 70% da taxa Selic - Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, que é a taxa básica de juros, que está em 4,5% + TR, ao ano. Quando a taxa de juros está baixa a TR é praticamente zero, assim, hoje, o rendimento da poupança é 70% de 4,5%, o que representa em torno de 3,15%, ao ano. Mas, Ciro detalha que se for comparar com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o imposto que o Governo usa como oficial, que fechou em 4,31%, quem investe na poupança teve uma rentabilidade abaixo do IPCA, perdendo poder de compra com o valor. “A única vantagem é que ela é livre de imposto de renda”.

    Outro modelo muito ofertado pelas agências bancárias são os Seguros de Vida. Será que valem a pena?

    Cordeiro avalia que se o seguro for resgatável, ele pode ser encarado como uma forma de poupar, mas geralmente são vendidos como uma despesa, em que você paga durante certo período e não pode ter aquele valor de volta.

    Fundo de Investimento e Tesouro Direto

    Para quem deseja poupar, os fundos de investimentos são um bom produto. O importante é o investidor entender bem quem faz a gestão deste recurso, sua volatilidade, o que o fundo está investindo, o valor mínimo para participar e prazos de resgate. Ciro Cordeiro informa que alguns aceitam aporte de R$ 300, R$ 500 e R$ 1 mil como valor mínimo, o que torna o modelo mais acessível. Deve ser observado se será um fundo com renda fixa, de multimercado ou de ações e renda variável.

    “Novamente, caímos naquelas nomenclaturas do conservador, moderado e agressivo explicado anteriormente. O que deve ser levado em conta é o horizonte de investimento daquela pessoa, se é um dinheiro de emergência, se é para aposentadoria ou para um projeto de dois, três e quatro anos”, explica o assessor. Ele acrescenta, ainda, que o volume financeiro é outro ponto que vai impactar na escolha do fundo. “Orientamos que o investidor monte uma carteira de investimento, uma estratégia com objetivo de atender esses três requisitos e trazer maior rentabilidade possível dentro de uma zona de conforto do investidor”.

    O Tesouro Direto é outra opção de investimento. Ele é uma plataforma do governo em que negocia os títulos públicos. Existe o Tesouro pré-fixado, título pós-fixado e produto de inflação, que é o IPCA. A melhor opção vai depender de qual é o perfil do investidor e qual o horizonte de investimento dessa pessoa. “Quando o investidor sai da poupança e vem para o título público ele normalmente faz o Tesouro Selic (LFT) - título pós-fixado, que rende em torno 100% da Selic. Assim, o resultado de rendimento vai depender de quanto é a taxa”.

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