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    Sábado, 28 de março de 2020, atualizada às 10h20

    Delivery se torna saída para manter as vendas em cenário de coronavírus em JF

    Angeliza Lopes
    Repórter

    As recomendações de isolamento social, para conter a progressão da pandemia de coronavírus em Juiz de Fora, levou grande parte da população a permanecer em suas casas. As ruas ficaram ainda mais vazias, após o decreto municipal que permite o funcionamento apenas de estabelecimentos de necessidades básicas, como mercados, açougues, padarias, peixarias, oficinas, entre outros. Devido as mudanças bruscas de comportamento do consumidor, quem ainda ficou aberto precisou readequar seu negócio para atender quem não pode sair de casa nem para fazer compras, como idosos e pessoas com sintomas da COVID-19. Assim, o sistema Delivery teve um crescimento considerável em toda a cidade.

    Mesmo os restaurantes que podem funcionar, as regras são bem rígidas, como distanciamento entre as mesas de dois metros e higienização constante. Alguns adequaram para ficar abertos, outros fecharam as portas, mas grande parte optou por atender apenas entregas a domicílio. Até o Uber Eats, que é o sistema de entregas de comida da Uber, lançou campanha de entrega grátis em todos os pedidos realizados em restaurantes independentes no aplicativo. No final do seu pedido, a taxa é zerada em pedidos acima de R$ 20 nos estabelecimentos selecionados.

    Quem opta por montar sua própria estrutura de delivery também tem tentado deixar a taxa a preços simbólicos, como o chef de cozinha e proprietário do Emporium do Chef, Arthur Filgueiras de Carvalho, que cobra R$ 1. Ele conta que nunca tinha trabalhado com entregas, já que seu público era os estudantes do Colégio Santa Catarina. “Não via necessidade de fazer entregas, já que meu movimento me saturava. Com a queda, já que as escolas estão fechadas, remanejei meus funcionários. Dispensei um auxiliar de cozinha e contratei um motoboy fixo ”, explicou, lembrando que todo cuidado de higienização é feito desde a escolha do fornecedor até a entrega, que também é feita de bike. “Mandamos um sachê de álcool em gel para que o cliente possa higienizar as mãos antes de consumir o alimento, caso não tenho como fazê-lo no local onde está”.

    Quem investiu no delivery desde o início deste cenário de crise revela que está obtendo retornos positivos. Os sócios e irmãos Gustavo e Felipe Moreira Ferreira dos Santos, do Açougue Ferreira, destacam que o crescimento na demanda, em uma semana, foi de 400%. “Não tínhamos um serviço de delivery, mas nos antecipamos em montar um sistema próprio mais robusto quando identificamos que o que estava acontecendo no mundo poderia acontecer aqui”, relatam. O proprietário do Mercado Vitória Marilândia, Vitor Ribeiro Bernardo, também contabilizou um aumento na demanda de entregas de 300%, inclusive em novos bairros. “Nossas entregas estão sendo feitas com motoboy próprio. Antes tínhamos um entregador, hoje estamos com duas motos e um carro. A entrega é grátis ou com um valor simbólico, bem abaixo do que cobrávamos antes de tudo isso”.

    A higienização também é uma preocupação dos proprietários, até em seus espaços físicos. No Açougue Ferreira, a área de circulação dos clientes foi limitada para manter o ambiente livre de contaminação. “Todo entregador que chega é orientado a higienizar as mãos para encostar na sacola que também é higienizada antes”, explicam Gustavo e Felipe. Já no Mercado Vitória, são mantidas as distâncias de segurança nas filas e foram intensificadas a limpeza dos materiais e veículos.

    Hélio Zechini Botelho, sócio e proprietário da Bom Brasileiro, revela que a demanda por entregas aumentou, mas, no caso deles, as vendas neste modelo não suprem todas as necessidades da empresa. “Estamos nos adequando e nos recriando para que nenhum colaborador sofra com essa crise. Vamos nos estabilizar. O objetivo é manter todos os nossos colaboradores bem e atender de melhor forma nossos clientes”.

    Em relação ao sistema de pedidos, a loja de panificação tem utilizado a plataforma do WhatsApp e telefone. “Temos um motoboy particular. Eu mesmo e o Hiury, do Show Room, da Rua Santo Antônio, estamos fazendo as entregas com muito cuidado e carinho com os clientes nesse momento tão crítico. Cobramos um preço fixo pela entrega no valor de R$ 5”.

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