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    "Atenção Plena" – Abertura

    Nome do Colunista Andre Salles 4/03/2017
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    Para um desenvolvimento fundamental sobre o conhecimento das práticas de Mindfulness sempre indicamos, primeiro, o conhecimento de nossa própria natureza como “seres humanos integrais”, além de um acompanhamento Profissional adequado. Hoje continuaremos a falar sobre o conhecimento do Mindfulness e falaremos sobre a natureza complexa do ser humano e sua relação com as terminologias do Mindfulness. Não indicamos aqui nenhuma aplicação Mindfulness individual ou no ambiente corporativo. Estamos exercitando a liberdade do pensamento. Apenas utilizamos da faculdade da razão com os termos utilizados pelo Mindfulness. Estamos delineando o Mindfulness em sua relação com a natureza humana, inicialmente, para mais tarde tentar, se possível for, inferir sobre aplicações possíveis no ambiente do trabalho.

    Deixemos todo e qualquer entendimento mental sobre a natureza humana que temos quando, por exemplo, surgem estas palavras em nossa mente: corpo, alma e espírito. Conceitos religiosos, sociais, rótulos, etc. sobre estas palavras devem estar temporariamente suspensos de nossa mente para que possamos compreender que estes conceitos são apenas terminologias ou denominações para expressar forças distintas da natureza humana, conforme a visão de cada um de nós, que muitas vezes se constituem em “uma armadilha da mente”. O que precisamos não é conhecer todas estas definições, mas saber distinguir estas forças que integram toda a natureza humana para depois direcioná-las. Não há como inferir sobre Mindfulness sem falar, também, sobre o ser humano. Existe um enlace entre a Vontade humana e as vivências cotidianas e da ciência em nosso mundo Mental.

    Este ponto de partida para o conhecimento da natureza do homem e assim desta relação com o Mindfulness aponta para os fenômenos que envolvem nosso Eu, nosso mundo psicológico, nossa vitalidade e nosso corpo físico. Somos seres integrais. Vejamos se somos capazes de entender isto. Caso consigamos entender que, estando no mundo objetivo, o ser humano se relaciona com a natureza externa de três formas, uma base bem sólida se desponta para dialogarmos com o Mindfulness. Todo meu esforço inicial hoje se deve ao fato de que, mesmo o leitor achando um pouco difícil de entender, mais tarde ele conseguirá apreender efetivamente os princípios do Mindfulness e sua relação com a natureza humana. Pois é isto que deve ser observado. Também não podemos separar nossa natureza essencial do mundo relacional externo. Tenhamos em mente, por hora, o seguinte: (1) os objetos do mundo, (2) as impressões que nos chegam através dos órgãos dos sentidos e (3) os conhecimentos que alcançamos sobre os objetos. Estes três domínios se distinguem nitidamente na vida do homem e faz parte do mundo integral de todo ser humano e que muitos compreendem como sendo corpo, alma e espírito. Pode parecer paradoxal, mas não é. Não podemos nos separar deles embora eles estejam separados. Apreendê-los facilitará o entendimento dos fenômenos que ocorrem no mundo do Mindfulness e os seus possíveis benefícios apontados pela Ciência.

    Caso sejamos capazes de nos relacionar com objetos do mundo chamando-os de “corpos”, as impressões desses corpos que nos chegam através dos nossos cinco sentidos físicos chamando-as de “forças psicológicas da alma” ou “sentimentos” e os conhecimentos que adquirimos sobre estes objetos como sendo a “manifestação do espírito” em nós, já são suficientes para cultivarmos uma nova disposição inicial de Abertura (sem julgamentos - ou - sem pré-conceitos) para com nossas experiências internas e aquelas que vivenciamos no mundo físico, momento-a-momento.

    Considerando os princípios do Mindfulness, com a Abertura para novas experiências ficamos livres de crenças que nós mesmos tomamos como verdade (“armadilhas da mente”) - e que não são como nós pensamos em essência. Busquemos olhar os fenômenos que nos cercam sem julgamentos – abstraindo de uma relação que transita entre o gosto e o desgosto, o agrado e o desagrado - E UMA NOVA MANEIRA DE PENSAR (Mindfulness) se desenvolverá em nós, em nosso ambiente, sem necessidade de esforço ou pagamento para adquiri-la. Em Mindfulness, abrir-se ao momento presente, aceitando-o “como ele é”, sem estabelecer uma relação de agrado ou desagrado é, TEMPORARIAMENTE, buscar uma mentalidade nova funcionando além do AUTOMATISMO MENTAL, (além de nossas crenças) que inicialmente para nós não existiam. A Atenção Plena nos ajuda a perceber estas “armadilhas” e estabelecer uma nova relação com nosso mundo interior e exterior. Por isto que o Mindfulness funciona e tem suas aplicações, hoje, demonstradas pela Ciência.


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