O “meu lugar” e as psicologias

Nome do Colunista André Salles 16/08/2017

Deixemos os “pensamentos” sobre o ambiente do trabalho e das relações interpessoais no trabalho seguirem seus conseguintes. Vamos, agora, na medida do possível, se os pensamentos permitirem, deliberar sobre a Psicosofia, ou seja, a “psicologia” da Antroposofia. Melhor dizendo, vamos refletir sobre assuntos que foram escritos por Rudolf Steiner, em sua vasta literatura, os quais estão diretamente ligados à Psicologia Clássica: biografia, atenção, memória, sentimentos, pensamentos, desejos, comportamentos, etc.

Em diálogo com Psicólogos que estudam o tema ‘psicologia’ na Antroposofia encontramos tanto aqueles que se dizem ‘a favor’ da terminologia Psicologia Antroposófica quanto os que não arriscam esta junção. Estes últimos preferem os estudos e inferências sobre psicologia e Antroposofia afirmando que não existe uma Psicologia Antroposófica. Suas razões são diversas e vastas. Não vamos perder tempo com estas questões pelo singelo motivo de existir, dentro da própria Antroposofia, um vasto repertório sobre a configuração da alma que inclui, também, aspectos cognitivos utilizados também pela Psicologia Clássica para construção de seus pressupostos teóricos: pensamentos, sentimentos, emoções, etc. A partir dos princípios formulados de uma nova maneira de pensar de Rudolf Steiner, em minha opinião, não há problemas em afirmar a existência de uma Psicologia Antroposófica, embora o Conselho Federal de Psicologia (Brasil) não reconheça, ainda, como prática psicoterápica válida (Científica) a abordagem psicosófica da Antroposofia.

No Brasil, o movimento de formação de uma Psicologia Antroposófica, no âmbito profissional, caminha a passos de tartaruga, em uma era de pensamentos e movimentos largos e velozes, por diversas razões as quais não vamos crescer. A multiplicidade de assuntos e temas, palestras e Formações, etc. que visam o “bem-estar” do ser humano – seus comportamentos - funcionam, em meu lugar, como verdadeiras barreiras para uma possível projeção eficiente e eficaz não somente de uma Psicologia Antroposófica, mas de toda e qualquer nova descoberta da atualidade com objetivos de ajudar ao ser humano na retomada de seu equilíbrio, através da eliminação da ansiedade, do stress, da depressão, da solidão, etc. Carecemos, na atualidade, da atenção concentrada. Já falamos sobre isto em artigos anteriores que contemplaram o pensamento Mindfulness.

Onde tudo começa é “o meu lugar”. Afirmamos isto pelo fato de os pressupostos Antroposóficos, inseridos no contexto do comportamento humano, partirem de uma raiz que, por parecer distante para a maioria das pessoas, é conhecido como o “invisível” desprovido de valor ou de comprovação científica. Ora, não precisamos ir muito longe para saber que este “invisível” – não palpável – existe. Todos nós o sentimos. SENTIR é um instrumento de aferir coisas que não podem ser pesadas em quilogramos. Podemos pesar, com balanças fabricadas por nossas mentes, os nossos pensamentos, sentimentos, palavras, ações, o amor, o ódio, o julgar, os desejos? Assim justifico o meu lugar por uma Psicologia Antroposófica. O ponto de partida desta Psicologia Antroposófica está bem fundamentado e estruturado por um grande Pensador - Rudolf Steiner. A Psicologia ali não está configurada como uma Psicologia no sentido que a entendemos hoje, mas com propriedade e possibilidades de aplicação infinitas e sérias. Sua Psicologia, denominada PSICOSOFIA, pondera sobre “amor e ódio”, “desejos”, “conhecimento”, “querer”, “sentir”, “judge (o julgar)”, “pensamentos”, “memória”, “atenção”, etc. Como estudar estes temas? Como ‘aplicá-los’? Arriscamos uma resposta, simples, rápida e concisa: centralização e consciência de “meu lugar”.

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