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    Medo de falar ou falhar em público?


    Juliana Freesz 11/11/2020

    Cursos de Oratória prometem praticamente, milagres, quando o assunto é falar em público. Ao longo dos meus 15 anos de profissão ministrando treinamentos e mentorias, presenciei vários motivos pelos quais uma pessoa procura um curso de comunicação humana. Mas o que aparece, em disparado, é o tal do medo de falar em público.

    Para começar, precisamos falar do conceito de falar em público. Muitas pessoas acreditam que falar em público está relacionado às pessoas que palestram. É também, mas não é só isso.

    Considero falar em público, toda situação em que a pessoa precisa se comunicar para 2 pessoas ou mais. Portanto, conduzir reuniões, participar de lives, gravar stories ou vídeos, rezar uma missa, presidir um culto, apresentar um produto, um jornal, reunir-se com amigos e familiares, entre várias outras situações, também são consideradas falar em público.

    Seja num treinamento ou numa mentoria, quando introduzo o assunto “Programas mentais”, as fisionomias mudam. A identificação com o assunto fica visível e o que era, então, medo de falar em público, passar a ser medo de falhar em público.

    O que isso significa? Programas Mentais são a concretização em nossa mente daquilo que vimos, ouvimos e sentimos, seja por forte impacto emocional, seja por repetição. Esses programas mentais nos fazem acreditar que aquilo que nossa mente nos diz, é 100% verdade.

    Quando isso acontece? Acontece, principalmente, na infância, aproximadamente aos 7 anos, e se estende até os 12 anos, se estendendo, ainda, na vida adulta. Mas o que se concretiza e cristaliza, se tornando algo muito forte e determina o comportamento do ser adulto, é aquilo que ele viveu lá na infância. A isso damos nome de crença. E à que vivemos na infância, chamamos de crenças hereditárias.

    E como algo que vimos, ouvimos e sentimos pode se tornar nossa verdade absoluta? A criança quando nasce, nasce isenta de pensamentos, memórias e sentimentos. E a partir dos estímulos que elas recebem ao longo do desenvolvimento, vão moldando essas crenças. Isso ocorre porque nossos neurônios estão fazendo sinapses a todo momento. E a nossa caixinha de memória, que estava vazia, começa a ser preenchida de memórias e sentimentos formando essas crenças que determinam nosso comportamento. Memórias e sentimentos esses que são formados com a participação de nossos pais. Toda criança tem várias necessidades emocionais, como se sentir pertencente, ser respeitada, ser importante, ser amada, ter limites, entre outros. Quando isso lhe falta, as crenças que são formadas passam a limitar o indivíduo, fazendo com que ele perca sua identidade e desacredite de suas capacidades. Para ficar mais claro, um exemplo de necessidade emocional não suprida é a criança que rabisca a parede e, em vez da mãe ensinar onde se rabisca, prefere brigar, dizer que a criança é feia, coloca-la de castigo e lhe dar um tapa.

    Com isso, repetidamente (dizendo isso várias vezes ao longo do desenvolvimento) ou sob forte impacto (bater e colocar de castigo), a criança começa a criar memórias e sentimentos de que é uma criança ruim, que não merece a vida que deseja e assim ela vai crescendo.

    Por isso, quando falamos de falar em público, quando uma pessoa se coloca nessa situação de exposição, a voz inconsciente dela diz que ela não deve fazer isso, que ela não é capaz, que não merece o sucesso e ela, automaticamente, paralisa e não faz. Ou se faz, faz tremendo, com a boca seca, dá branco, tem sensação de desmaio, fala rápido para acabar com aquilo logo, entre outros.

    Então, precisamos sempre ficar muito atentos à nossa voz da inconsciência e aos nossos programas mentais que nos impedem de prosperar e crescer como merecemos e queremos.

    Mas há uma boa notícia: por mais que essas crenças estejam te seguindo desde a infância, elas poderão ser mudadas. Novas crenças poderão ser geradas de forma consciente, através da plasticidade neural: a capacidade do nosso cérebro em gerar novas conexões neurais.

    Falhar em público é um medo de atinge a muitas pessoas, mas pode ser superado! Depende da vontade de cada um. Qual é a sua?

    Juliana Freesz tem experiência de 14 anos com consultoria em Gestão de Pessoas; é fonoaudióloga, especialista em comunicação e desenvolvimento humanos e pós graduanda em Planejamento Empresarial e Gestão de Pessoas.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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