Fárlei Soares Sempre trabalhou em gráfica e atualmente é um dos donos de uma das mais bem sucedidas da cidade e conta como alcançou o sucesso


Renata Solano
*Colaboração
02/05/2008

Tudo começou quando Fárlei Soares via seu pai indo para o trabalho. Numa gráfica familiar com poucos funcionários, o menino, com 14 anos de idade, fazia serviços gerais no escritório e ocupava o cargo de orçamentista. Na época, deixou um pouco os estudos de lado, mas se formou em um curso técnico em contabilidade.

A empresa foi crescendo e seu pai investiu o dinheiro na compra de uma nova gráfica. Isso foi em 1994, quando seus irmãos começaram a se interessar pelo ramo. "Na sociedade temos quatro pessoas, nós somos irmãos e temos cotas iguais da gráfica. Mas foi com a entrada dos meus irmãos no ramo que voltei a investir em meus estudos e procurei correr atrás do tempo perdido", comenta.

Soares é formado em marketing e junto com o irmão Fábio, é o diretor comercial da empresa. Farlei é o diretor de produção e Fabíola diretora administrativa. "Meu pai não está na sociedade no papel, mas ele é imprescindível para o nosso negócio, ele que ajuda a gente sempre. Nossos investimentos são sempre muito bem estudados e pensados. Não queremos gastar dinheiro e perder nada no mercado", diz. foto de máquina de impressão com Fárlei, o pai e os irmãos

Soares lembra que o negócio, há 15 anos, era bem diferente de atualmente. "A tecnologia nesse campo desenvolve muito rápido e nós precisamos acompanhar o mercado econômico da cidade, que cresceu muito e ainda cresce a cada dia. É muito bom ver que tivemos conhecimento e capacidade para tornar a empresa familiar em uma empresa familiar comercial e competitiva", comemora.

Ele comenta que para quem está de fora parece muito simples o trabalho. "Não é simplesmente você receber um arquivo, gerar um fotolito, gravar uma chapa e imprimir. Cada trabalho diferente do outro e deve receber toda atenção, pois os problemas surgem diariamente e de diversas formas.

Outros campos...

Fárlei comenta que vira e mexe ele pensa em mudar de campo para adquirir novas experiências e novos conhecimentos, mas conta que as brincadeiras com os irmãos sobre largar a empresa sempre terminam com a mesma conclusão: gráfica está no sangue.

Soares comenta que trabalha em média 12 horas por dia, mas que vale a pena quando vê o serviço finalizado com qualidade. "Cada serviço que chega até a gente é uma faculdade. Nós sempre buscamos soluções optimizadas para terminar um trabalho. O nosso diferencial é o respeito e o conhecimento. Sempre queremos atender o cliente com um diferencial e sempre buscamos aprender novas técnicas com cada serviço", confessa.

Fárlei comenta que por mais que conheça muito sobre seu trabalho a cada dia aprende alguma coisa nova sobre o ramo de gráfica. "Por isso nunca paramos de estudar e de investir e, talvez seja por conta dessa relação de conhecimento e vontade de melhorar que estamos crescendo a cada dia. Inclusive nossa empresa mudou de sede e está sempre inserida no padrão de qualidade que o mercado exige, seja com bons profissionais ou mesmo com a aquisição de novos equipamentos", revela o empresário.

Ele comenta, também que o desenvolvimento da publicidade faz com que o mercado que ele atua fique ainda mais movimentado. "Quando tudo funciona dentro do esquema fica excelente, se a empresa X dá certo, ela vai investir mais em propagandas e, dessa forma, as gráficas ficam com maior volume de trabalho. Hoje, o mercado está muito forte porque qualquer empresa desenvolve um jornal informativo ou uma revista", afirma.

*Renata Solano é estudante de Comunicação Social na UFJF

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