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    Centenário de nascimento do poeta Murilo Mendes

    14/05/2001

    Nascido oficialmente em Juiz de Fora, às margens do Paraibuna, no dia 13 de maio de 1901, Murilo Mendes é um poeta de fama internacional. Sua obra está reunida em "Poesias" (1925/1955), publicada pela editora José Olympio. Contém "Poemas", outra obra divulgada em 1930 pela Companhia Dias Cardoso, em Juiz de Fora. Seu último livro, "Ipotesi" foi publicado em italiano, em Milão. Morreu no dia 13 de agosto de 1975, em Portugal.

    Em "A idade do serrote", Juiz de Fora se destaca nas menções à Rua Halfeld, ao Padre Júlio Maria, a Lindolfo Gomes aos tios, tias e outros personagens típico da terra. Em seu livro "Retratos relâmpagos", Murilo Mendes declara que reconstituiu épocas distantes em sua vida.

    Murilo Mendes foi reconhecido no exterior, tendo recebido o maior prêmio concedido a um poeta na Itália, em 1972, o Etna-Taormina, recebido também por Tristan Tzara e Ungaretti Ferlinghetti.

    Projetos em Juiz de Fora divulgam o nome do artista

    Selo comemorativo
    Os correios lançaram, em maio de 2001, o selo comemorativo de nascimento do poeta (foto ao lado). A artista Valéria de Faria Cristófaro, do Departamento de Artes e Desing e gerente da Gestão Cultural da UFJF, é a autora do projeto de criação do selo. A imagem é uma alusão a um verso do próprio Murilo Mendes: "No rabo do cometa passa vida, passa poesia, todo mundo passa". A artista utilizou uma fotografia de Juiz de Fora datada de 1912, ano em que o cometa Halley passou de visita pela Terra. A passagem do cometa tem uma presença significativa na vida do poeta, pois a visão do Halley, a dança de Nijinski e as telas do amigo e pintor Ismael Nery contribuíram para sua "formação" de poeta.

    Livro e calendário
    O livro "A trama poética de Murilo Mendes", das professoras da UFJF, Marisa Timponi e Leila Barbosa, foi lançado pela Lacerda Editores. As autoras coordenam o projeto de pesquisa "História Literária de Juiz de Fora" e são reconhecidas por sua dedicação aos estudos sobre o poeta, tendo sido coordenadoras do Centro Murilo Mendes, embrião do atual CEMM. Também na UFJF, o calendário 2001 foi editado com poemas de Murilo Mendes, ilustrados por 12 artistas da cidade.

    Ruas com poemas

    Em homenagem a Murilo Mendes, foi aprovado na Câmara Municipal o projeto de lei do vereador Gabriel dos Santos Rocha (PT) que batiza com nomes de poesia as ruas do loteamento Estrela Sul, na região de Santa Luzia e Jardim dos Alfineiros, na região de Santa Cruz.
    Além de Murilo, outros artistas foram também homenageados. Confira:
    • Murilo Mendes (Rua Flores de Ouro Preto)
    • Marta Gonçalves (Alameda Pássaros da Polônia)
    • Affonso Romano de Sant'Anna (Rua Luz Interior)
    • Pedro Nava (Rua Episódio Sentimental)
    • Lindolfo Gomes (A Pétala Misteriosa)
    • Cleonice Rainho (Rua Ramos de Sol).
    Além destes, poetas contemporâneos tiveram suas obras escolhidas para batizar as ruas do Jardim dos Alfineiros: Fernando Fiorese (Rua Fábula Zen), Flávio Cheker (Rua Trem da Tarde), Ymah Théres (Rua Poema Visceral) e Iacyr Anderson Freitas (Rua Quarto Mirante).

    Dia 13 de maio, no Centro de Estudos Murilo Mendes (CEMM)

    O Centro de Estudos Murilo Mendes - CEMM (Av. Barão do Rio Branco, 3372), da UFJF, comemorou o Centenário de Nascimento do poeta juizforano Murilo Mendes, dia 13 de maio. Na data, foi entregue a Medalha da Inconfidência à viúva do poeta, Maria da Saudade Cortesão Mendes, e lançado o Selo Comemorativo do Centenário de Nascimento de Murilo Mendes. Além da entrega do I Prêmio de Literatura Murilo Mendes e do lançamento do livro Murilo Mendes: ensaio crítico, antologia e correspondência, de Laís Corrêa de Araújo.
    Clicando aqui, você acompanha como foi a cobertura deste evento, pelo colunista Douglas Fazolatto.

    O acervo permanente do CEMM possui em torno de 2800 livros, com anotações do poeta e a pinacoteca, com cerca de 300 obras de arte, entre gravuras e quadros de artistas famosos como Pablo Picasso, Candido Portinari, Ismael Nery e Juan Miró.

    Resultado do I Prêmio de Literatura Murilo Mendes

    O resultado, divulgado dia 26 de abril, teve como vencedor da categoria A - Poesia - Sebastião Uchôa Leite, do Rio de Janeiro, que concorreu com a obra “A Espreita”. Na categoria B - Ensaio - os vencedores foram Irene Miranda de Magalhães Franco, com o ensaio “Pânico e Flor” e, em segundo lugar, Joana Matos Frias, de Portugal, que escreveu “O Erro de Hamlet”. O prêmio para o vencedor da categoria A será a quantia de R$5 mil e os da categoria B vão receber R$2,5 mil cada, mais a publicação dos trabalhos.

    Homenagem no Calçadão da Halfeld

    A Funalfa homenageou o Centenário de Nascimento de Murilo Mendes dia 12 de maio , no Calçadão da Rua Halfeld (Rua Halfeld, Centro). A celebração incluiu leitura de poemas do poeta juizforano, apresentação do Quarteto de Cordas do Pró-Música e distribuição de uma edição especial do Orpheu, jornal literário da Funalfa. O terceiro número do Orpheu foi dedicado exclusivamente ao poeta, com tiragem especial de dez mil exemplares.

    Re-Invenção do infinito

    Três pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora e 12 artistas locais prestam uma homenagem original ao centenário do poeta, escritor e crítico Murilo Mendes. Eles inauguraram, dia 12 de maio de 2001, a mostra Re-Invenção do infinito, que reúniu obras inspiradas em poemas de Mendes, no Espaço Cultural Saguão da Reitoria.
    São eles Afonso Rodrigues, César Brandão, Dnar Rocha, Eliardo França, Frederico Merij, José Alberto Pinho Neves, Paulo Roberto Alvarez, Ramón Brandão, Ricardo Cristófaro, Rogério Batista, Turinha Borém e Valéria Faria.
    As professoras Valéria de Faria Cristófaro, do Departamento de Artes e Design, Leila Maria Fonseca Barbosa e Marisa Timponi Pereira Rodrigues, do Departamento de Letras da UFJF, são as organizadoras do catálogo especial, lançado com a exposição.
    A mostra relacionou a obra de Mendes e as artes plásticas, já que a história do poeta é marcada por essa intimidade com as artes visuais.

    Jazz Matisse

    Na galeria Arlindo Daibert, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (Av. Getúlio Vargas, 200), a mostra Jazz Matisse foi inaugurada em maio. São 20 obras produzidas por Henri Matisse, além de duas pranchas manuscritas pelo mestre francês e textos críticos de Murilo Mendes sobre a produção do artista.


    Outras informações:
    www.cemm.ufjf.br

    Sobre o poeta e o CEMM, você encontra, no arquivo do JFService:

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