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    Tânia Bicalho
    Talento juizforano multi-instrumetal


    Ana Letícia Sales
    7/01/03

    Com sua bela voz "rouca" Tânia Bicalho começa a entrevista contando como foi a infância em Juiz de Fora. "Cresci ouvindo minha mãe e minha tia tocando piano e ouvindo músicas no rádio", relembra. A mãe, Therezinha Bicalho, sempre incentivou Tânia na carreira musical e a tia, Nialva Bicalho, era professora de piano na cidade. Mas as influências musicais não param por aí. "Meu tio-avô", Duque Bicalho, foi o autor do hino de Juiz de Fora, orgulha-se a cantora.

    Aos seis anos, Tânia já fazia sua primeira apresentação, no colégio Santa Catarina Labouré, no bairro São Mateus. "Eu me apresentei tocando violão e cantando com a minha turma. Lembro que o violão era bem maior que eu e sempre me dava bolhas nos dedos", se diverte. Ela relembra que aos sete anos iniciou aulas de flauta doce no Pró-Música e lá começou a se envolver mais intimamente com o mundo musical. Este foi o único instrumento que Tânia não aprendeu a tocar sozinha. "Eu me apresentava com o Coral do Pró-Música e viajava com eles pela região" explica.

    Uma cantora quase professora
    Aos 13 anos Tânia passou a se interessar pelo teatro, também no Pró-Música. "Até meus 17 anos estive envolvida com a vida teatral. Mas como decidi fazer faculdade de Letras eu não tive mais tanto tempo para o teatro" conta. Nessa época a artista fazia composições e gravava trilhas sonoras para as peças. O saudoso diretor teatral Sérgio Lessa foi um grande incentivador de Tânia nesse momento. Ela fez inúmeras trilhas para grupos de Juiz de Fora, entre eles o "Grupo de Teatro da Academia", a humorista Loló Neves, Toninho Dutra, entre outros. "Eu conciliava a gravação de jingles com as aulas de Português", lembra. Mas a cantora não deu muito espaço para a profissão de professora e ela abandonou o magistério.

    De 1995 a 2000 Tânia foi cantora da "Orquestra de Jazz do Pró-Música". Já em 1998 ela volta a tocar e cantar sozinha ou acompanhada de colegas músicos, como Joãozinho da Percussão. "Comecei a fazer temporadas em casas de Juiz de Fora como o 'Telonious', o 'Paladart' e o 'Marrackech'", afirma.

    Divisor de águas
    Tânia conta que a viola foi o divisor de águas na sua carreira. Ela conheceu o instrumento em dezembro de 2000 e não o deixou mais de lado. Em junho de 2001 já estava em estúdio gravando o primeiro CD, intitulado Violazz que foi indicado para o "Prêmio Caras de Música". Nessa fase Tânia conheceu os cariocas Fred Martins, autor de "Novamente", (música gravada por Ney Matogrosso no CD "Olhos de Farol"), assim como o poeta Marcelo Diniz. Mais tarde, Fred e Marcelo seriam autores de quatro músicas do último CD da cantora, chamado sutilmente, Tânia Bicalho (foto à direita).

    O novo trabalho, que tem o apoio da Lei Municipal Murilo Mendes, possui dez faixas, sendo seis de autoria da cantora. Lançado em dezembro de 2002 o CD mostra todo o talento da compositora, arranjadora e multi-instrumentista juizforana. "Eu faço uma grande mistura com os instrumentos musicais nesse trabalho e por isso sou chamada de multi-instrumentista", ri a cantora. Entre os instrumentos que Tânia toca no CD estão o violão de aço e de nylon, percussão, baixo, viola de dez cordas, piano, teclado, entre outros. O CD também conta com a participação dos percussionistas juizforanos Vicente Martins e Joãozinho da Percussão.

    Daqui para frente Tânia Bicalho pretende dar continuidade ao trabalho para além das montanhas de Minas. O novo CD já foi lançado no Rio de Janeiro e agora a carreira vai seguir na "Cidade Maravilhosa" onde as portas do sucesso já começaram a se abrir para Tânia.

    Ouça Tânia

    Conheça algumas músicas do novo CD da cantora Tânia Bicalho. É só clicar nos nomes das músicas abaixo:



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