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    Cláudia Amorim e Adilson Santos
    A voz e o talento da MPB com jazz em Juiz de Fora


    Ana Letícia Sales
    14/03/03

    Cláudia Amorim e Adilson Santos. Dois nomes poderosos da MPB de Juiz de Fora, que desde 2000 uniram os talentos e apresentam seu repertório para o público juizforano. Como o próprio Adilson conta, eles tocam MPB com um toque jazzístico.

    Em 2002 eles lançaram o CD Fio da Meada com composições próprias e também regravações de outros artistas. Agora eles querem mais. "Estamos esperando sair o resultado da Lei Murilo Mendes de Incentivo a Cultura, para saber se poderemos lançar mais dois CD's", conta Cláudia. O primeiro seria instrumental, só com Adilson. Já o segundo traria a parceria certeira entre os dois músicos.

    De hobbie à profissão
    Nascido em Juiz de Fora, Adilson Santos conta que não teve influência musical nenhuma da família. "Não sei por que, mas eu sempre tive paixão por violão. Não podia ver alguém tocando que já corria para perto", relembra. Aos 12 anos ele começou a tocar, mas sempre com a ajuda dos amigos. "Eu mesmo não tinha um violão, por isso, precisava ir para a casa de algum colega que tinha o instrumento. E assim fui aprendendo", conta.

    Já adulto, Adilson tocava seu violão por hobbie quando saia durante à noite. E em um bar da cidade, o músico Marcelo Corrêa ouviu o som de Adilson, que estava em uma mesa com amigos. Marcelo, então, o convidou para tocar em um bar. "Foi totalmente por acaso que eu comecei na vida artística. Meu primeiro show foi há 18 anos, em um bar chamado Palhoça. E daí para frente não parei mais", diz.

    Do coral da igreja para o Rock and Roll
    Cláudia Amorim nasceu em Vitória, no Espírito Santo, e conta que, ao contrário do companheiro de palco, as influências familiares não faltaram em sua vida. "Meu pai e minha avó cantavam na noite de Vitória. Um dia eles decidiram se converter de religião e lá começaram a cantar no coral da igreja. E eu aos 10 anos também entrei para o coral", afirma.

    Aos 13 anos, Cláudia integrou à banda da igreja onde também estudava música. Mas quando o seu professor de música faleceu, Cláudia, aos 14 anos, pensou em desistir da vida musical. Mas o talento falou mais forte e aos 18 anos ela entrou para uma banda de rock da cidade.

    Nessa mesma época, em 1993, a cantora veio para Juiz de Fora fazer Faculdade de Filosofia. Na UFJF, ela conheceu muita gente que estava, de alguma forma, envolvido com a música. "Conheci Ana Carolina, Joãozinho da Percussão e muitos outros que hoje fazem sucesso", lembra. Na época ela não tinha nenhuma pretensão de tocar profissionalmente. Isso até conhecer o músico Helinho, que em 1996, incentivou Cláudia a se apresentar nos bares da noite juizforana. Eles trabalharam juntos por dois anos. E depois de um ano sem cantar, Cláudia conheceu Adilson e hoje a parceria faz sucesso nos eventos e festivais que eles sempre participam.

    Representantes de Minas Gerais
    "Nós participamos de diversos festivais em Juiz de Fora, no Rio, em São Paulo e no interior de Minas", conta Adilson. Ele diz que sempre sentiam orgulho em estar representando Juiz de Fora nos festivais fora da cidade. "Mas fomos notando que, na verdade, nós estávamos representando Minas, pois sempre éramos os únicos do estado nesses concursos", afirma Cláudia.

    Para eles, a participação nos festivais traz uma grande repercussão para a cidade e precisa ser mais explorada. Os cantores buscam apoio para continuar mostrando suas vozes por todos os cantos do Brasil.

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