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    Loló Neves
    Escracho e irreverência com pitadas de bom-humor

    Colaboração:
    *Renata Silva
    18/08/04

    Loló Neves fala sobre a peça "A culpa é sua" e faz um convite especial aos leitores do portal ACESSA.com. Clique e assista ao vídeo!

    Veja!

    Se encontrasse na rua... você não a reconheceria! É difícil associar a juizforana Heloísa Helena Lopes Neves, conhecida como Loló Neves, à por exemplo, sua personagem mais famosa: Milonga. Fisicamente, elas não têm nada a ver uma com a outra. Enquanto a "original" tem cabelos curtos, a personagem tem cabelos longos. Helena é esbelta e Milonga "cheinha". Mas em uma coisa elas combinam: ambas são sinônimo de irreverência e bom humor quando assunto é teatro.

    Foto:Aluízio Barbosa Heloísa Helena Lopes Neves iniciou sua carreira em 1985 e após 19 anos, se considera uma pessoa realizada. "Temos que fazer aquilo que realmente gostamos e por esse motivo, fui em busca do meu sonho", conta sorrindo. A atriz diz que desde muito pequena já "fazia graça", e recorda que a família, em especial sua mãe, foi uma grande incentivadora para a expressão de seu talento. O gosto pela o teatro surgiu durante os anos de 1987 e 1988, a partir de um curso de teatro no Tablado, do Rio de Janeiro, com Ricardo Kozowisk e Maria Voreas. "Ali, descobri minha veia para o humor", relembra. E para quem pensa que a atriz sempre fez comédia, está muito enganado. Ela tentou interpretar um drama, logo no início de seu trabalho. Como foi a repercussão? "Foi um desastre! Me incomodava a quietute do público e na hora dele se emocionar, ele ria".


    Heloísa descarta possibilidade de interpretar novos gêneros, por dois fatores distintos, a questão social e pessoal: "As pessoas no nosso país já são tão sofridas, que acho que não merecem essa carga de tristeza. Tenho um prazer muito grande em fazer as pessoas rirem, e acho que só dá certo, porque é muito prazeroso", atesta.

    As diferentes faces de Loló
    A vingança de Milonga concedeu a atriz grande repercussão nacional. A personagem foi criada durante um período de crise de Heloísa, em 1998, quando ela havia acabado de perder a mãe. "A Milonga foi minha bóia de salvação", conta. "Viajei para o Rio e vi umas mulheres falando mau dos maridos. Resolvi criar uma personagem com essa temática e foi um sucesso", recorda.

    Me engana que eu gosto estreou no ano de 1988, com o personagem Carlinhos. A comédia retrata um homem que resolveu fundar uma igreja, para ganhar dinheiro. Nos anos de 96 e 97, a peça foi revivida, com o título Me Engana Que Eu Gosto, O Retorno.

    Dona Corrupção é uma persoangem que faz parte da história brasileira. No enredo da peça, ela possui uma longa trajetória que tem início no ano de 1500 e percorre vários séculos, até chegar aos dias atuais. A peça faz uma alusão aos atos corruptos existentes no país e encarna seu próprio objeto de crítica: a corrupção.

    Brasília Juscelina da Silva é uma empregada doméstica bastante politizada. Ela trabalha com uma família de classe média que adora viver de aparências. Os patrões Maria (Lígia Brasil) e Alfredo (Marcelo Jardim) colocam a culpa em Brasília por tudo o que dá de errado na casa.

    Foto: Aluízio Barbosa
    Milonga

    Foto: Aluízio Barbosa

    Carlinhos

    Foto: Aluízio Barbosa

    Dona da corrupção

    Foto: Aluízio Barbosa

    Juscelina da Silva

    Mil e uma utilidades
    Loló redige, dirige e interpreta suas peças teatrais, o que a torna uma artista completa. "Isso facilita o meu trabalho, traz uma sintonia, pois o que eu escrevo, interpreto. Seu primeiro texto foi a comédia "Me engana que eu gosto".

    Foto:Aluízio
Barbosa Em seus trabalhos, a crítica social é constante, abordada de forma leve e bem-humorada. O escracho com situações alarmantes do país, como a fome, a pobreza e a desigualdade social, tornou-se uma forma de questionar a realidade através da comédia.

    Diferentemente do que pensa o público, a diretora garante que não tem nenhuma preferência pelos monólogos. Ela explica que no espetáculo onde interpretava "Dona Corrupção" havia um ator coadjuvante que abandonou o projeto, uma semana antes da estréia. "Tive que adaptar o texto correndo e não dava pra ensaiar ninguém nesse período", recorda.

    Já na "Vingança de Milonga", outra atriz, que também participava da peça, engravidou e optou por não acompanhá-la na temporada. "Aprendi com esses imprevistos e contei com a minha capacidade de reestruturação". Tudo isso, com muito bom-humor, garante.

    * Renata Silva é estudante do 7º período de Comunicação Social da UFJF

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