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    Douglas Toledo
    Com apenas 19 anos, metade deles dedicados à música,
    jovem surpreende comandando coral de vozes femininas

    Ricardo Corrêa
    Repórter
    16/12/2005

    Clique nos ícone ao lado para ver o jovem regente e músico Douglas Toledo falando sobre a música em sua vida.

    Douglas Toledo diz respirar música. Só isso, talvez, para explicar como o menino de apenas 19 anos já é regente de coral em Juiz de Fora. Embora exerça a função, Douglas prefere não se considerar maestro. Gosta de dizer que está estudando para ser um dia. Dedicado ao teatro, tal como à música, esses são seus dois amores.

    E é a união de suas duas paixões que ele tira toda a inspiração para atuar, seja como professor em coros regidos pelo maestro Ciro Tabet, seja em seus próprios projetos. Teatro e música, ou simplesmente as artes.

    O jovem admite que pode até não ter pensado desde o início em ser maestro, mas sempre soube que não faria outra coisa que não fosse ligado à atividade artística. Enquanto estudava em uma escola municipal da cidade, com 10 anos de idade, recebeu um recado do maestro Ciro Tabet: estava aberto um teste de cantores para o coral das escolas municipais. "Fiz o teste e passei. O Ciro disse que eu era muito musical, e eu acreditei", explica.

    Dali para frente foi rápido. Do coral das escolas municipais ele passou a fazer parte de outros, da escola de música onde hoje dá aulas ao coral de empresas importantes da cidade.

    O início no piano e no teatro
    Antes, porém, estudou piano e depois viola clássica, já que passou a tocar em uma orquestra filarmônica. Não se ateve apenas à música. Fez teatro também, com o grupo Mendes Gutierres, de 1998 a 2003. Ganhou prêmios e não abandonou as técnicas. Diz que utiliza todas elas na apresentação de seus corais.

    Mas o momento em que sua carreira mudou muito foi no meio dessa trajetória. Mais precisamente em 2001, quando começou a trabalhar com Ciro Tabet. Com o maestro, dividiu as funções. Ciro propôs que Douglas cuidasse dos ensaios dos corais. "A preparação é minha, a apresentação é com o Ciro", explica Douglas.

    Daí a ter seus próprios corais foi um pulo. Primeiro com um trabalho voluntário no "Coral Pequenos Cantores da Comunidade Esperança". De dois anos para cá, também fez trabalhos com crianças do Instituto Jesus. Das crianças para a terceira idade, Douglas mostrou versatilidade. "Gosto de trabalhar com os extremos. Então trabalhei com as crianças e com a terceira idade", comenta.

    O grande desafio
    No dia 11 de agosto de 2005 começou seu maior desafio: reger o "Coro feminino da Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora". Com ele, produziu o show "Xote das meninas". O coro é formado por 25 mulheres, entre adolescentes, adultas e senhoras.

    A inspiração, além do teatro e do amor pela música, veio de maestros famosos que Douglas teve a oportunidade de conhecer. O principal deles, "o eterno professor Ciro Tabet", mas não o único. "Tem o Ernani Aguiar, que é um maestro de orquestra, o Lincoln de Andrade, de Brasília, que regia um coro feminino também, assim como Marconi Araujo", diz ele, deixando claro que gosta da orquestra, mas pretende realmente trabalhar com a voz.

    "Eu comecei cantando e por isso a minha base é a voz. Gosto de orquestras, mas prefiro trabalhar com corais", diz o jovem.

    Para isso, não quer parar no tempo. O objetivo agora é a faculdade de fonoaudiologia, para aprender ainda mais sobre a voz. Mas o sonho mesmo, adiado pelo sucesso da carreira em Juiz de Fora, é fazer a faculdade de música, no Rio de Janeiro.

    "Eu não saí daqui porque 2005 foi o meu ápice. Então estou adiando um pouco. Não posso largar tudo aqui", explica. Ele se diz chateado com o fato de que Juiz de Fora tenha tantos bons músicos mas não tenha uma faculdade. "Os melhores músicos acabam indo para a faculdade. Como aqui não tem, JF perde esses talentos. É uma pena", ressalta.

    Dedicação
    Pode se assustar quem ouve Douglas Toledo explicar que às vezes acorda às 6h da manhã para dar aula na Barreira do Triunfo e depois emenda no Centro da cidade, na sala de aula até 21h. Mas ele ressalta que não é todo dia. Mas todo esforço vale a pena, principalmente porque todo caminho conquistado até aqui ainda é pouco para o pequeno maestro.

    "Quero trabalhar com produção de espetáculos no Rio, em São Paulo. Talvez fazer preparação vocal de atrizes, cantores, atores. E continuar com a regência, claro".

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