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    Thiago Miranda Em dois anos de carreira, ele conseguiu ser um dos nomes
    mais conhecidos e procurados dos happy hours juizforanos

    Fernanda Leonel
    Repórter
    17/05/2006

    Clique no ícone ao lado para ouvir Thiago Miranda interpretando Chico Buarque de Hollanda. A justificativa da escolha da música e do cantor você confere ao longo da matéria.

    Dizem que música está no sangue. Que não desanime quem sonhe em trabalhar com esse ofício e que não tenha nascido no meio de instrumentistas, mas a história do juizforano Thiago Miranda prova que a hereditariedade pode trazer componentes sonoros.

    Thiago vem de uma família de músicos. E nessa árvore genealógica, tem tia, tio e até avô que foi estrela da Rádio Carioca na época de ouro do rádio brasileiro.

    Ele conta que todos os parentes, sempre que se reuniam pareciam já dizer "oi cantando". "A musicalidade dos nossos encontros sempre foi fantástica. Era muito som, vindo de todos os lados. A gente adorava tudo".

    O que não faz a história óbvia, está no fato de Thiago não ter sido criado pela família da mãe, que domina essa linhagem sonora. Ele cresceu entre os parentes do pai, que, pelo contrário, queriam que o menino se espelhasse nos "apertos" dos músicos da família para seguir outro caminho.

    Mas a genética falou mais alto. O menino que já era famoso em todos os condomínios que passou, com o título de cantor de chuveiro (Thiago comenta que sempre era parado no elevador pelos vizinhos que vinham com a perguntinha básica: é você o menino que canta no chuveiro? Eu já te ouvi) resolveu tocar violão. E foi assim, com o violão emprestado por um amigo, que a carreira do artista juizforano começou.

    Ele conta que ficou aproximadamente dois anos aprendendo sozinho. Comprava uma revistinha de cifras daqui, ouvia uma dica dali, até segundo ele "perceber que não podia e nem queria ficar estacionado". Tomou a decisão de cursar aulas e foi parar no Pró- Música, onde ao lado do professor Marcelo Gonçalves, define que amadureceu musicalmente.

    Destino acústico

    Reza a lenda que Thiago Miranda chegou para o professor de música e disse: por favor, quero que você me prepare para que eu possa tocar violão em barzinhos. Ele diz que queria se apresentar na noite e que não queria ficar dependente de outros músicos.

    E foi assim que, apostando no futuro, ele dedicou grande parte do seu tempo no aperfeiçoamento profissional. Talento e dom a parte, a história também tem um outro componente que, segundo o artista, não pode deixar de ser citado.

    Um anjo da guarda chamado Cláudio Coelho ouviu sua voz e resolveu apostar na carreira de Thiago: pegou o jovem cantor, o levou até uma loja de instrumentos musicais e emprestou dinheiro para que ele comprasse os seus instrumentos de trabalho.

    Com instrumentos na mão ele partiu para noite e hoje comemora as datas na agenda sempre lotada. Dois anos depois da visita à loja de instrumentos musicais ele é um dos músicos mais conhecidos da cidade quando o assunto é "circuito barzinho". Pare e pense: quantas vezes você já não foi jantar ou fazer aquele happy hour e se encantou com a voz grave desse menino?

    Carreiras, polêmicas, futuro

    O cantor e instrumentista nem sempre está sozinho. Ao lado de outros artistas da cidade, também conhecidos na noite, como Salim, Alexandre Cortês, Lula Ricardo e Pollyane Carvalho, ele está sempre inovando repertórios e apresentando novidades ao público.

    Aliás, essa é segundo o próprio Thiago, uma de suas maiores preocupações. Apresentar novidades, fazer diferente, dar personalidade a músicas para que o público reconheça nas canções que ele "trabalhou", sua indentidade musical.

    A idéia do artista juizforano é sempre trabalhar os arranjos, a dinâmica e até mesma inserir músicas incidentais nas músicas do repertório, para que elas ganhem a cara dele.

    Nessa mesmo linha de pensamento está a definição do estilo musical defendido por ele: uma MPB mutante, que transita entre o conteúdo e o tradicionalismo da velha guarda, e a fácil assimilação das influências da jovem música brasileira de Lenine e Zeca Baleiro, por exemplo.

    Mas Thiago Miranda também é tributo a artistas consagrados, mesmo que para ele a intenção não tenha sido exatamente homenagear. Um dos shows mais conhecidos e apresentados pelo cantor, é o Thiago Miranda interpreta Chico Buarque. Para quem conhece a história musical do artista, isso já pareceu impossível.

    Thiago não gostava de Chico Buarque de jeito nenhum. Conta que ainda no Pró- Música foi obrigado pelo professor a levar um CD para casa para ouvir algumas coisas: "você não quer aprender a tocar violão? Tem que aprender a tocar Chico para ser completo", brincava Marcelo Gonçalves.

    Parece brincadeira, mas não é. Thiago conta que levou o disco para casa e que não conseguiu ouvir nem uma faixa. "Não conseguia ouvir aquela voz dele", afirma. Insistências e insistências depois, resolveu montar um show desafio: cantar o que admirava do compositor, transformando o que não gostava da interpretação vocal do tropicalista.

    A vontade gravar um CD com músicas próprias está entre os planos do cantor. Apesar de ainda não revelar uma data específica, ele promete que no máximo, em dois anos, os fãs já vão poder contar com um trabalho gravado inédito e talvez até autoral.

    Questionado sobre o futuro, Thiago é enfático: "quero continuar trabalhando com música. Se eu não estiver cantando quero estar produzindo. Eu preciso disso pra viver", diz.

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