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    Breno Mendonça O artista traz música instrumental mineira pelo som do saxofone em parcerias com outros músicos de Juiz de Fora

    Thiago Werneck
    *Colaboração
    25/05/2007

    Uma vida inteira decicada à música. Breno Mendonça, tem hoje 21 anos e desde os dez, estuda partituras. A paixão vem de berço. Com a mãe, Ana Maria cantora do grupo Chão de Estrelas, e o pai Mauro Mendonça apaixonado por música fazendo sempre festas em casa com música ao vivo.

    Com incentivo e apoio dos pais, Breno aos 13 anos já tocava seu saxofone em casas noturnas e bares de Juiz de Fora. Suas apresentações sempre destacam a música brasileira, com foco principal em compositores mineiros e também de Juiz de Fora. O artista já trabalhou com músicos como Joãozinho da Percussão, Anna Terra e Roger Resende. Em seu repertório composições de artistas Wagner Luiz, Weber Lopes, Kleber Alves, Marcelo Côrrea e outros compositores mineiros.

    Depois de iniciar seus estudos, com mestre Quirino no Monte Castelo, Breno foi para orquestra da Sociedade Filarmônica de Juiz de Fora e se formou na Universidade Bituca, na faculdade de música de Barbacena, apadrinhada por Milton Nascimento. Hoje Breno, se especializa na mesma instituição.

    Tanta dedicação e amor pela música não podia dar em outro resultado. Na atualidade Breno participa de quatro projetos fixos de carreira: integra o grupo de Miltinho (juizforano, baterista da banda do Jô Soares)(foto a baixo); faz parte da banda da cidade Caco de Telha há cerca de seis anos; tem sua própria equipe com nome Breno Mendonça Quarteto e ainda se apresenta todo domingo em um baile de músicas dançantes para dois no Círculo Militar. Além de ter feito parte da orquestra do Pró-música por quatro anos.

    Breno ressalta que tanto trabalho só é possível na base de muito ensaio. "Um grupo para tocar junto tem que estar entrosado. É igual uma equipe de futebol, um tem que entender e se acostumar com o outro para que na hora do show a gente sinta vontade de tocar nossas músicas. Ensaio no mínimo duas horas por dia. Às vezes muito mais do que isso, depende muito de quanto está rendendo", conta.

    As músicas mais tocadas são de compositores mineiros e sempre em um ritmo dançante com a alma bem brasileira. "Nos nossos shows o público se mexe, não consegue ficar parado ouvindo nossas melodias, sempre instrumentais. A gente trabalha sempre com uma música fácil para o leigo entender, um som de qualidade e mais acessível. Samba, choro, maracatu são alguns dos exemplos" , explica.

    Desafios

    O sonho do saxofonista é que a música genuinamente brasileira seja conhecida por toda população. "Gostaria de poder chegar em qualquer lugar, fazer meu som instrumental e ser reconhecido. Não que eu queria ter fama, nada disso. Mas queria ver a popularização do bolero, bossa nova, samba, MPB, choro e outras. Isso sim, seria uma grande vitória. É absurdo um brasileiro não conhecer pelo menos os grandes sucessos de Tom Jobim, por exemplo. E hoje, muitos o desconhecem" , destaca.

    A esperança de breno é que a mídia entre nesse desafio para colocar a música raiz brasileira em evidência. "Uma trilha sonora da novela das 8h da Globo com bossa nova, como acontece hoje, já é um grande avanço. Isso faz o povo conhecer a raízes de nossa música. Mesmo assim, ainda é muito pouco. Num sábado, por exemplo só se vê funk, axé e outros estilos com destaque na televisão", lamenta.

    Projetos

    Para o futuro Breno vive a expectativa de lançar um CD ainda este ano. O projeto está pronto e o artista está em busca de apoio. "Estou tentando alguma verba, alguém que banque a idéia. Mas se não aparecer eu vou dar um jeito, me viro e esse CD sai nem que seja uma produção independente", revela.

    E junto com o CD deve por aí composições próprias de Breno. Questionado sobre o que falta para compor Breno é sucinto. "Sou muito auto-crítico. Além disso, não basta querer ter uma música, ela vem de inspiração que pode aparecer a qualquer momento. Quero ter pelo menos uma composição minha nesse meu primeiro CD. Gosto muito de compor, tenho facilidade para isso", destaca Breno.

    Mais para frente, em 2008, Breno espera fazer uma turnê pela França e mostrar seu trabalho na Europa. "Tenho um primo que é produtor musical por lá e quando as coisas se ajeitarem quero levar essa música brasileira aos europeus. Mas esse é um projeto bem mais para frente, ainda não tem nada de concreto", conta.

    Dificuldades

    O músico alega que há bons espaços em Juiz de Fora, mas que ainda falta a valorização do trabalho do músico. "É difícil ganhar dinheiro com músicas alternativas", relata.

    Outro problema apontado é a falta de união dos músicos de Juiz de Fora. " O pessoal tem que acompanhar mais o trabalho de outros músicos, tem que haver um contato maior. Até mesmo se reunir na casa de alguém e discutir mais sobre música. Hoje, isso acontece, mas de forma muito casual. Esse é outra ponto que precisa melhorar para alcançarmos objetivos maiores", destaca.

    O começo

    Com as festas e músicas tocadas ao vivo em sua casa, quase que em todos os finais de semana, Breno teve seu primeiro contato com músicas brasileiras consagradas. Ele explica porque escolheu o saxofone para ser seu instrumento. "A banda que tocava lá em casa sempre tinha trompete, tuba, sax, instrumentos de sopro. Meu irmão mais velho já era trompetista e todo sistemático dizia que eu tinha que tocar saxofone. E por isso acabei por escolher esse instrumento", diz.

    O artista lembra que nesses casos o instrumento tem que virar uma extensão do corpo do músico. "O verdadeiro músico se completa com o que está tocando. Eu desde cedo fazia apresentações para os amigos e todo mundo gostava. Meu pai me levava as boates para eu fazer apresentações. Hoje estou no circuito da música e tudo que faço profissionalmente visa a essa carreira", completa.

    *Thiago Werneck é estudante de jornalismo da UFJF

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