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    Programa de TV alavanca carreira de juizforana Arielly Teles canta nas noites de Juiz de Fora há sete anos, mas só agora consegue injetar um gás na carreira

    Marinella Souza
    Colaboração*
    28/05/2008

    Apaixonada pela música e ciente de seu talento, Arielly Teles sempre fez shows pelos bares de Juiz de Fora, mas seu nome era pouco conhecido até o dia em que ela decidiu que era hora de arriscar.

    Sendo cobrada por seu público, a moça decidiu que era hora de investir na carreira e achou que um programa de televisão que se propõe a lapidar talentos musicais era o melhor caminho.

    A moça não conseguiu chegar à fase final do tal programa, mas conseguiu injetar um gás na carreira em Juiz de Fora. "Antes ninguém me conhecia, agora a mídia está se interessando pelo meu trabalho e acho que é o meu momento de mostrar aquilo que sei fazer", diz.

    Além da fama em sua cidade natal, Arielly ainda saiu da breve participação com um rumo para sua carreira. "A produtora do programa disse que não passei por não ter um estilo definido, mas me aconselhou a investir mais no axé porque tenho muita energia para colocar na música".

    foto de Arielly Teles
 cantando A cantora, que também é cabeleireira, aproveitou o conselho e pretende investir em uma banda de axé, pegar carona no destaque que está tendo e aproveitar a profusão de micaretas que se espalham pela cidade. "Agora é o momento, se não aproveitar agora, talvez não tenha outra chance".

    Ela admite que, apesar de cantar todos os estilos musicais em seus shows, o axé é mesmo o favorito. "O conselho da produtora só serviu para reforçar isso. Apesar de cantar em bares, as pessoas nunca ficam paradas nas minhas apresentações", justifica.

    Segura e sem tirar o sorriso do rosto, Arielly garante não estar triste por não ter passado da segunda fase do programa. "Eles procuravam um perfil diferente do meu. Muita gente boa não passou. Eles pegaram pessoas com um jeitão mais engraçado. E eu até acho bom não ter chegado à final. Não era para mim, as pessoas que ganham esses programas somem, ficam sem base", analisa.

    Família

    Arielly é a primeira da família a se encantar com o palco e os aplausos, mas sempre contou com o apoio da mãe, a também cabeleireira, Adalgisa Peres (na foto com Arielly). "Sempre gostei muito de música, fui a muitos festivais quando era jovem e incentivo a Arielly em tudo o que ela quiser fazer", diz.

    foto de Arielly e
  sua mãe A cabeleireira jura que não é "coruja", mas derrete-se em elogios para a filha. " Eu fico muito orgulhosa que ela seja reconhecida, porque ela é muito talentosa". Quanto ao programa, Adalgisa é taxativa: "quem perdeu foram eles".

    Outro que não desgruda é o irmão e dá todo apoio de que ela precisa. Davi Teles (na foto tocando com Arielly) fazia parte do trio "Nois Três", formado pela irmã e um ex-namorado dela. Agora, com o fim do grupo e a carreira de Arielly tomando um novo rumo, o rapaz garante que não vai abandonar a irmã. "Talvez eu não faça parte da nova banda porque axé não é o meu estilo, mas vou estar sempre perto, dando apoio", afirma.

    Em relação ao programa, Davi e Adalgisa acreditam que foi uma experiência muito importante para que Arielly tivesse contato com outros músicos de outras cidades e conhecer a estrutura de um grande programa de televisão. Arielly concorreu com seis mil pessoas e teve contato com os mais variados talentos musicais.

    foto dos irmãos
 Arielly e Davi Teles A torcida familiar não pára por aí. O pequeno Ricardo Teles, de oito anos, filho da cantora se diz seu maior fã. Arielly conta que o garoto admira o talento artístico da mãe e incentiva a carreira dela.

    Todos na casa torcem para que a moça consiga o sucesso que almeja, ainda que para isso, tenha que sair de casa. Adalgisa diz que isso é o que ela mais quer. "Ela tem que correr atrás dos seus sonhos. Está mais do que na hora de traçar o caminho dela. Se demorar muito pode acabar ficando tarde demais".

    O começo

    Arielly conta que a arte sempre esteve presente em sua vida, mas só há sete anos decidiu investir na música. "Eu fiz teatro, me formei em artes cênicas em um curso técnico em Belo Horizonte e cantava nos musicais. Um belo dia, aqui em Juiz de Fora, o músico Afonso me convidou para fazer shows com ele e não parei mais".

    Para apurar seu talento natural, assim que começou a cantar profissionalmente, a moça começou a fazer aulas de canto, primeiro em uma escola, depois com um professor particular. "Se era para fazer, tinha que ser bem feito". A primeira grande apresentação aconteceu, por coincidência, em cima de um trio elétrico.

    "Foi num carnaval, uma emoção muito boa. Foi quando eu recebi meu primeiro cachê profissional porque em teatro você só ganha experiência e camisa", relembra. Arielly conta que já havia se inscrito em outro programa, mas não deu certo e ela continuou se apresentando com seu grupo pela noite juizforana. MPB, pop, rock, axé, forró, todos os estilos faziam parte do repertório da cantora. "A gente tocava o que o público queria".

    foto de Arielly 
sorrindo Hoje Arielly ainda se divide entre a música e o salão de cabeleireiro que comanda em parceria com a mãe, mas garante que a prioridade é a música. "É um momento complicado porque estou recebendo muitos convites depois do programa e, ao mesmo tempo, sou muito solicitada no salão porque as clientes gostam do meu bom-humor. Mas tenho que cuidar da minha carreira e elas sabem disso".

    A grande conquista material que a música lhe deu foi poder comprar seu equipamento de som. "Comprei microfone, caixa de som, tudo com o dinheiro que ganhei cantando, o que em Juiz de Fora, é um grande feito porque essas coisas são caras", orgulha-se.

    Agora ela planeja montar sua banda de axé e se firmar no terreno musical. A única coisa que a moça lamenta é a falta de apoio da cidade. "É muito difícil sobreviver de música na cidade, porque as pessoas não valorizam muito. Até comparecem aos shows nos bares, mas não querem pagar por isso. É uma pena, mas é uma questão cultural. A gente só valoriza o que vem de fora".

    *Marinella é estudante de Comunicação da UFJF

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