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    Bagaceira

    Emilene Campos
    03/10/01

    Eles têm cara de um grupo de rock nacional... Mas a proposta do Bagaceira é bem diferente do que o visual sugere. Eles tocam forró! E vale tudo. Canções que estão na moda, clássicos do regional nordestino e até mesmo fazer releituras da MPB. Claro, sem perder de vista o bom gosto. É assim que o Bagaceira vem conquistando espaço na noite juizforana, tocando de quinta a domingo em bares da cidade.

    O encontro dos quatro integrantes aconteceu há menos de um ano. A idéia inicial era formar um grupo de samba, mas acabaram associando o enfoque comercial do forró universitário ao gosto pelas composições regionais.

    Nos bares da vida
    Adalton (vocal e violões), Ângelo (vocal, triângulo), Daniel (vocal e violões) Márcio (zabumba) se conheceram nos bares da parte alta da Rua Halfeld. Começaram a tocar juntos e surgiu a idéia de profissionalizar aquela brincaderia de domingo. Aí foi só escolher o repertório e começar a ensaiar.

    Como a intenção do Bagaceira é ter o repertório o mais eclético possível, eles já ritmaram canções do Titãs e do Gilberto Gil. É por isso que fazem constantemente pesquisa de canções cuja temática das letras se adapte ao ritmo. "Não é difícil achar na MPB composições que combinem com forró. As canções de Gil e Caetano estão aí para confirmar", explica Adalton. Também há espaço para as músicas da moda dos grupos Falamansa, Rastapé e Trio Forrozão. Tudo isso num show que pode durar até quatro horas.

    As composições próprias também fazem parte do repertório. Até agora o grupo compôs três músicas e já estão gravando um CD demo. A proposta é apresentar músicas que falem de coisas comuns e que tenham construções interessantes. Dentro desse estilo foi composta a música Você ainda vai ser a minha mulher, que não está disponível arquivo de som. Outro projeto em andamento é o site do grupo. Adalton está elaborando o texto e a programação visual está a cargo do arte-educador Leandro Furtado.

    Confira a letra da música
    Você ainda vai ser a minha mulher


    Você é tudo que alucina, é minha sina
    Por esta luz que me ilumina, eu tenho fé
    Por esta terra em que se planta e nada vinga
    Você ainda um dia ainda vai ser minha mulher

    Você causou um alvoroço no meu peito
    Com esse seu jeito de menina tão mulher
    Com esse seu jeito de mulher que tudo ensina
    Me diz, menina, e eu te darei tudo o que quiser

    Eu te darei a maior coisa pequenina
    A tal muralha lá da China
    A esfinge do Faraó
    Eu juntarei Juazeiro a Petrolina
    O que é de baixo e o que é de cima
    Faço um laço e dou um nó
    Eu juntarei Três Marias a Paulo Afonso
    O São Francisco eu deixo pronto
    No Sertão do Caicó
    E te darei meu amor para todo o sempre
    O que é do mundo e o que é da gente
    Vai ser tudo bem melhor
    (Adalton/Bagaceira)

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