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    Little Doll Chacoalhando a cabeleira de um jeito bem feminino

    Deborah Moratori
    26/11/2002

    Elas são cinco meninas entre 16 e 23 anos. O que elas têm de diferente? Monique Magalhães (vocal), Sílvia Rocha (guitarra solo), Monise Automare (guitarra base), Andressa Masson (baixo) e Alieisha Brandi (bateria) formam a banda Little Doll. Mas quem está pensando em algo parecido com as extintas Spice Girls ou o fenômeno atual Rouge pode esquecer. As "bonequinhas" gostam mesmo é de heavy metal e hard rock!

    E se você acha que esse tipo de som é coisa para homem com "h" maiúsculo nem ouse dizer isso para elas. E, mesmo assim, quando algum marmanjo se atreve, a banda já tem até uma resposta na ponta da língua: "Isso é preconceito!" A baterista da banda, Alieisha, é a que mais sofre e é a que mais fica nervosa com pensamentos deste tipo.

    E se, além disso, você está imaginado um bando de garotas cabeludas, vestidas de preto, com tatuagem, camisetas, anéis e tudo mais que lembre a imagem de caveiras, serpentes e dragões, definitivamente, esqueça. O visual das cinco é, digamos, "normal", como elas mesmas definem. E Alieisha confessa, "Eu sou super patricinha". Tudo bem, mas no palco a produção é especial.

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    O nome da banda Little Doll, em português, "bonequinha", é proposital. "Nossa intenção era escolher algo sonoro e que fizesse um contraste direto com o tipo de som que a gente toca", explica Alieisha. Há oito meses na estrada, mas com a atual formação há cinco - a vocalista foi a última a se juntar à banda -, o repertório da Little Doll inclui clássicos como Black Sabbath, Led Zeppelin e Iron Maiden.

    Entre as músicas mais tocadas "Sabbath Bloody Sabbath", "Iron Man", "Hole Lotta Love", "Wasting Love" e "Little Vodoo Doll", esta última de autoria da própria banda. E, como o título da faixa já indica, na letra da música os conselhos de uma boneca vodu mais ou menos no estilo "Pimenta nos olhos dos outros é refresco".

    Quem escuta

    Na platéia, um público de faixa etária jovem, geralmente com a mesma idade das componentes da banda. E elas juram de pé juntos que os pais apóiam e, de vez em quando, comparecem às apresentações. A guitarrista Monise completa. "Eles não só apóiam como vão aos shows, tiram fotos e filmam". Bem ao estilo papai coruja até que o assunto chega aos ensaios...

    "A gente ensaia quatro horas por semana, aos sábados e domingos, mas os ensaios acontecem em um estúdio que a gente aluga". Ufa! Os vizinhos, irmãos, cachorros e papagaios - e até mesmo os papais corujas - das componentes da banda agradecem.

    Sonhar não custa nada

    Para o futuro, as "bonequinhas" pensam em gravar um CD demo. Quem sabe elas não saem vitoriosas do Festival de Bandas de Alunos e Ex-alunos do Pró-Música de que estão participando e realizam o desejo antes do esperado.

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