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    Os Milpes
    "Besteirol à mineira" passa por reciclagem e comemora 12 anos


    Fique atento às dicas de Chafic para quem quer montar a sua banda. Ouça duas composições da Banda Milpes.
    (Clique nos ícones ao lado)

    Ouça! Ouça! Ouça!

    Fernanda Monteiro
    17/02/04

    Dois rapazes munidos de seus respectivos óculos, uma guitarra, um baixo, uma bateria eletrônica e um arsenal de músicas de 'sacanagem' vão para o Rio de Janeiro cantar na noite. O nome? Os milpes. "Eu sou míope, Fabrício é hipermetrope. "Os hipermetropes" não rolava, então ficou Os milpes", explica Chafic Lays (guitarra e voz), integrante mais antigo da banda, que começou oficialmene em 1992.

    Pouco tempo depois, eles conheceram um empresário do ramo de restaurantes. Ele financiou o primeiro LP da dupla, já com as músicas próprias com duplo sentido. Fabrício sai e entram Rogério Lassanse (bateria) e Raul Tadeu (baixo). O trio continuou trabalhando na noite e participou de vários festivais de música.

    Em 1994, eles fazem um show no Disco Voador com suas roupas listradas de prisioneiros. "Diz a lenda que o Bonadio, um produtor de São Paulo estava na platéia. Dois anos depois, ele lançou os Mamonas", conta Chafic.

    Em 1996, a banda fecha contrato com Malboro (DJ da Xuxa, na época) e grava um CD, distribuído pela Sony. Foi a época de maior sucesso. O besteirol estava no auge com os Mamonas e o Falcão. Os Milpes fizeram shows pelo interior de São Paulo e Maranhão. E são chamados para várias entrevistas.

    Atropelados pela Brasília Amarela
    Um episódio marcou negativamente as carreiras dos rapazes. Uma matéria de meia página no JB que os mencionava como "seguidores" dos Mamonas (apesar de terem surgido antes) saiu no mesmo dia da morte do grupo famoso por rites como "Sabão crá crá e Brasília amarela". A partir daí, os pedidos de shows foram diminundo. "Acho que rolou aquele lance de acabou a graça", availa o vocalista.

    Bichos míopes cabeludos
    A banda teve problemas com o Malboro e entrou na justiça contra ele. Como o Malboro tinha direito sobre o nome, Os Mílpes viraram Bicho Cabeludo. Com o novo nome, eles agregaram outras tendências, como versões de antigos sucessos, o Pop e o rock anos 80. "Sempre tivemos uma influência enorme dos Paralamas", lembra Chafic.

    Com o Bicho Cabeludo, eles entraram em três coletâneas com artistas conhecidos como Vinni, Raimundos, Pato Fu e Charlie Brown. O último CD do qual participaram, Rock Brasil, vendeu 500 mil cópias.

    Futuro
    Atualmente a banda toca, em média, duas vezes por mês, já que todos os integrantes trabalham em atividades paralelas. Nos próximos dias eles entram em estúdio para gravar uma versão de uma música estrangeira (por enquanto é segredo) para um CD que deve sair no meio do ano, pela Sony.

    A voz da experiência

    Chafic Lays, além de vocalista e guitarrista de Os Milpes, trabalha com um estúdio de gravação e dá duas dicas para quem está começando:"Em vez de ficar na ânsia de gravar um CD próprio com dez, doze faixas. Gastar rios de dinheiro com capa, fotografia etc. É melhor produzir um demo com no máximo três faixas e investir nelas.
    Ir atrás de gravadoras, das rádios, da mídia. E outra coisa, é fazer tudo com verdade. Se gosta de axé vai tocar axé, se gosta de rock vai tocar rock. Não fica muito preocupado se tem público. Se não der certo na primeira vez, continua tentando. Um dia você chega em algum lugar, com certeza."

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