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    Los Crânios
    Rock Latino Made in Santana do Deserto


    *Colaboração:
    Renata Silva
    24/08/04

    A banda Los Crânios dá uma palhinha exclusiva para os internautas do portal ACESSA.com. Clique e ouça: "Pregações"


    Ouça!

    Los Cranios Para quem escuta o nome Los Crânios pode ter um acesso criativo e pensar em inúmeras definições. Seriado mexicano? Grupo de pessoas com Q.I alto? Cabeças avantajadas? Não. Só a moçada de Santana do Deserto sabe o significado certo para essa expressão: muita música.

    A banda vem dessa pequena cidade mineira e espalha sua rebeldia por onde passa. O grupo de amigos, Elvis (vocal), Tiago (guitarra), Samuel (guitarra), Branco (baixo) e Beto (bateria) - (Foto abaixo), divide o palco entre Santana e Juiz de Fora, além de outras cidades da região.


    A idéia original
    Los Crânios Tudo começou em 1997, quando os meninos tiveram a idéia de tocar na festa da igreja. "Foi mais rebeldia do que musicalidade", recorda o guitarrista Samuel. Na verdade, o grupo queria fazer uma boa ação e ao mesmo tempo, agitar a cidade. Porém, naquele ano nada aconteceu.

    "A idéia ficou martelando", lembra o guitarrista Tiago. "A empolgação veio mesmo, quando o Beto comprou uma bateria", conta Samuel. A partir daí, os ensaios de garagem foram crescendo e cada integrante foi desenvolvendo seu estilo musical.

    Mas como nem tudo são flores, o ensaio não foi suficiente para a apresentação na igreja, já que as beatas resolveram censurar o show. "Não deixaram a gente tocar, ficaram com medo de nossa rebeldia", lembra o guitarrista.

    A vingança foi maligna e os jovens não pouparam esforços para sair do casulo. Fizeram um show no mesmo dia da festa paroquial e foi um sucesso! "Ninguém foi à festa da igreja", diz Samuel.

    O estilo Los Crânios
    Los Crânios - Samuel O desafio foi positivo e serviu para a banda se especializar musicalmente, criando sua identidade. "Todos os integrantes têm um gosto muito variado para a música", diz Tiago.

    Ele é adepto de Pantera, Sepultura, enquanto que Samuel é voltado para o rock dos anos 60 e 70, com o melhor de Led Zeppelin e Jimi Hendrix. Para engrossar a mistura, Elvis é fã de Red Hot Chili Peppers e Beto é representante do mais puro pop rock. Branco é o mais eclético do grupo e afirma com convicção: "gosto de tudo".

    A solução para tanta música boa, em um mesmo espaço de tempo, foi a democracia: cada integrante tem o direito de escolher duas músicas para o repertório das apresentações. Agora, o que agrada a gregos e troianos são as músicas Men in the box, de Alice in Chains, e Alive, de Pear Jam. "Tocamos em todos os shows", diz Tiago.

    Há espaço de sobra para o rock brasuka com o melhor de O Rappa, Charlie Brown Jr., Capital Inicial e Legião Urbana.

    Tabu quebrado
    Los Crânios Somente neste ano, a banda conseguiu realizar o sonho original: tocar na festa da igreja! E o melhor do fato: "Fomos convidados", diz Samuel. O show foi um sucesso e os rapazes garantem que vão se apresentar mais vezes por lá.

    O grupo conseguiu também gravar um CD independente e tem muitos planos para o futuro. E agora, que foram abençoados pelas beatas, ninguém segura a Los Crânios.

    *Renata Silva é estudante do 7º período da Faculdade de Comunicação da UFJF

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