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    Veja! Crazy Mary Depois de parada estratégica e novas composições, banda está voltando ao cenário musical da cidade


    Djenane Pimentel
    Repórter
    12/01/2005

    banda Crazy Mary Camisa de flanela, tênis all star (ou bota) e bermudão... Tá identificando alguma coisa? Se você olhou a foto ao lado e curtiu, porque te traz lembranças de um tipo de som maneiro... saiba que qualquer semelhança não é mera coincidência.

    A banda Crazy Mary, de Juiz de Fora, não gosta de se rotular, mas gosta sim, do movimento grunge de Seattle, do início dos anos 90. Mas não pára por aí: os integantes Marcelo Rebouças (guitarra), Guilherme Gravina (baixo), Victor Polato (bateria) e Celso Soarez (vocal) curtem muitas outras coisas.

    Segundo eles, o grupo sofre influência das bandas que costumam escutar, e são muitas. Começa no início do rock, com Beatles, Led Zeppelin, Black Sabbath, Beach Boys, Ramones... se estende ao movimento dos anos 90, com Alice in Chains, Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Queens of the Stone Age e vai até o jazz, Djavan, Chico Buarque, Bossa Nova, Nação Zumbi... Impossível? Possível!

    banda Crazy Mary Depois de uma parada estratégica no ano passado, onde fizeram poucos shows e ficaram por conta de compor, o grupo diz que está revitalizado e volta com força total em 2005.

    Em seus shows, a banda toca covers e músicas próprias, compostas em inglês. Para eles, o rock cantado em inglês fica mais bonito e fácil de expressar. "Acho difícil compor em português, porque ouço muito inglês", diz o vocalista, Celso. Já Marcelo, o guitarrista, acha que português combina mais com MPB. Guilherme (baixo) diz que, em inglês, a banda consegue atingir mais pessoas no mundo, e, por fim, todos concordam: "fazer rock em português soa tão estranho como querer fazer um samba em inglês".

    O início
    Victor Polato O grupo começou a tocar nos festivais que aconteciam no colégio. O sucesso era tanto que se animaram a formar uma banda mais séria, já em 2000, com a entrada do vocalista Celso Soarez e a escolha do nome definitivo, Crazy Mary. Com algumas 'baixas' e outras surpresas, os meninos afirmam que foi em 2002, com a chegada de Polato, assumindo a bateria, o momento em que a banda finalmente se encontrou. "Foi fundamental para nós a entrada dele na banda. Mudamos a afinação, o estilo, tudo", afirma Celso.

    Os covers, juntos com as músicas próprias, sofreram modificações. Os garotos começaram a compor mais e realizaram shows marcantes em diversos locais, como o Free Hits (abriram o show do Los Hermanos), e o que consideram a melhor apresentação da banda até hoje: um show acústico, para o Projeto Nossa Música, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Antes disso, o grupo já havia participado do Festival de Bandas Novas, em 2002, onde conseguiu o 10º lugar.

    O nome Crazy Mary, o grupo não explica sua origem, nem seu significado. Embora muitos achem que o nome tenha surgido por causa de uma música do Pearl Jam, eles afirmam ser uma coincidência.

    Próximos passos
    banda Crazy Mary Atualmente, a banda busca novos horizontes, como tocar em outros estados, tentando aumentar sua popularidade. Pretendem lançar em breve um EP com três faixas, que irão comercializar a preço simbólico, a fim de divulgar melhor o trabalho do grupo. Também fizeram um clipe com a música Let me Down, de autoria da banda. "Tivemos, para isto, a ajuda essencial do nosso amigo e produtor, Pedro Salim", contam. Pedro faz cinema e jornalismo em Juiz de Fora.

    Apesar de sentirem um certo desencantamento, no momento, por Juiz de Fora não oferecer muito espaço para o rock nas casas noturnas (existem poucas casas de música ao vivo em JF), a banda acredita no público roqueiro da cidade, para dar uma reviravolta na cena musical juizforana. "Voltamos com energia. Queremos viajar, fazer shows, conquistar mais público, gravar o EP... nossa, queremos tudo!", finalizam.

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