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    Winterdrama Banda juizforana de metal busca o estilo
    depressivo-introspectivo-sentimental em suas letras


    Chico Brinati
    Repórter
    Fotos: Eduardo Ludurer
    14/11/2005

    As paisagens sombrias e dramáticas do inverno mescladas com a introspecção depressiva e o puro metal juizforano. O resultado desta mistura é o quinteto Winterdrama, banda de "doom metal" de Juiz de Fora. Tudo teve início em 2003, quando os vocalistas e guitarristas Jorge e Gláucio se juntaram com o intuito de realizar um antigo sonho de montar uma banda de heavy metal.

    Algumas idéias iniciais ficaram pelo caminho, como a de ter uma vocalista feminina ou a participação de um violinista, que já integrou a banda. "Depois, o baterista Fabiano, como era nosso amigo, pediu para tocar com a gente e chamamos o tecladista Márcio para ser uma espécie de quebra-galho. Um dia, ele questionou se fazia parte da banda e está aí até hoje", ironiza Jorge.

    O grupo é formado por Jorge Corrêa (vocal e guitarra), Gláucio Paiva (vocal e guitarra, também), Fabiano Macedo (vocais e bateria), Anderson Lima (baixo), Márcio Eduardo (teclado). O que hoje conhecemos como Winterdrama, começou como Abiose. O motivo da mudança? Descobriram que existiam cerca de três bandas com o mesmo nome no país, sendo que uma, inclusive, registrada. Para evitar problemas judiciais, resolveram mudar para o atual.

    O nome Winterdrama vem de uma música escrita pelo baterista Fabiano Macedo, "A Winter Drama", que tinha uma letra que falava da paisagem mais sombria, dramática do inverno, o que revela o lado mais sentimental do grupo, com letras mais introspectivas.

    Desde o início, vários componentes já passaram pela banda. "Todo integrante foi muito importante para o conjunto. O fato de vários músicos terem passado por ela, fez com que a Winterdrama crescesse mais e mais", relata Jorge.

    Sem rótulos
    Os integrantes não gostam de rotular um estilo musical específico, pois segundo eles, acaba limitando o repertório. "Teve um show em que o produtor perguntou qual era o nosso estilo e respondi: doom, dark, progressivo, metal e por aí vai...", brinca Jorge. Mas todos concordam que a influência maior é o doom metal, formato com músicas mais depressivas, melancólicas, num ritmo mais lento, como o da banda "Opeth".

    Podemos dizer que a Winterdrama é um caldeirão de influências, seguindo sempre as várias vertentes do estilo metal. "Cada um tem um estilo distinto e acaba misturando tudo, somos um verdadeiro liquidificador de metal", define Fabiano. "A gente faz música pra gente", relata Jorge. Todos participam nas composições, mas a maioria das letras tocadas até agora foram feitas por Fabiano.

    "Fazemos músicas com temáticas depressivas, baseadas nos momentos tristes que temos, como todo mundo tem. É uma forma de fuga e de se expressar os nossos conflitos internos, algo natural", diz Fabiano.

    Na estrada
    Segundo Jorge, eles chegaram a ganhar o Festival de Bandas do Pró-Música em 2003/04, mas foram desclassificados por excederem o tempo limite estipulado pelo organização do evento. Já fizeram shows no Rio de Janeiro e, agora, esperam a confirmação de uma apresentação em Belo Horizonte para o próximo mês de dezembro. Nas apresentações, além das composições próprias, eles tocam covers das bandas "My Dying Bried" e "Hypocrisy".

    O cd demo também é uma das prioridades para essa virada de ano. "Estamos começando a gravar o demo para divulgar o trabalho com quatro a cinco músicas próprias. Ele deve ser prensado até a metade do próximo ano", garante Jorge.

    Dentre as músicas já gravadas para o cd, está "My Desolated Soul". Seguindo o mesmo esquema depressivo que influencia a banda, ela conta a história de um rapaz que não aguenta mais viver neste mundo, se sentindo um "estúpido". O fim é trágico: ele salta do alto de um penhasco, morrendo no mar.

    Esta música está disponível gratuitamente para os internautas fazerem o download (clique para ouvir!), o que consideram uma estratégia de divulgação. Para eles, isso não interfere na arrecadação do grupo. "Quem ganha dinheiro com venda de cds são as gravadoras. A banda ganha com os shows, por isso não me importo com os downloads", diz Jorge. Segundo Fabiano, as vendas das bandas de metal dependem de outros fatores, pois os fãs gostam de comprar o cd também para ver a arte gráfica, o encarte etc.

    Sem modismo
    Eles possuem uma comunidade no site de relacionamentos Orkut, com 108 membros. "É muito né?", brinca Jorge. Mas a verdade é que a Winterdrama atrai cada vez mais público às apresentações. "Temos alguns fãs, que vão para a frente do palco quando estamos tocando e temos também grandes amigos que sempre acompanham", conta Jorge.

    Segundo ele, Juiz de Fora está se tornando uma cidade metal, "como qualquer outro cenário". Para Jorge, de cada cem juizforanos que escutam metal, dez prosseguem. "Mesmo assim, rola muito modismo", comenta Fabiano. "Temos muitas tribos dentro do metal juizforano, muitos grupinhos. Tínhamos que ter uma união maior para que o nosso espaço de divulgação também aumentasse", completa Jorge.

    Para ele, em 2005, tivemos muitos eventos na categoria, com boas bandas se apresentando na cidade. "Contudo, precisamos de um espaço maior na cidade, falta muito apoio", desabafa Jorge. Planos para 2006? "Continuar trabalhando na confecção do cd demo e batalhar, batalhar e batalhar pelo nosso espaço", garante.

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