• Assinantes
  • Autenticação
  • Cultura

    Zé do Black A identidade e a crença no ritmo que defendem, faz da banda um dos nomes mais conhecidos no cenário musical de Juiz de Fora

    Fernanda Leonel
    Repórter
    11/07/2006


    O destino da moçada da banda Zé do Black parecia estar mesmo ligado à música soul. Cada um - com experiências distintas em bandas e projetos musicais - tocou, aprendeu e experimentou ritmos diferentes. Mas todos chegaram a conclusão que som do "balacobaco" mesmo, para eles, só poderia estar na Black Music.

    Black para o Zé do Black é mais que fazer barulho. É identificação, mensagem, prazer, expressão. Tocar música soul para o grupo, é também acreditar no que se diz, se canta, se interpreta e fazer disso um grande momento de prazer. Foi da boca da baterista da banda, Carla, que vieram todas essa definições. Com uma pitada enorme de orgulho de quem faz parte desse projeto há mais de dois anos.

    Tudo começou no ano de 2004, quando do desmembramento de uma banda de soul da cidade, surgiu a idéia de montar o Zé do Black. Três integrantes, amigos e parceiros de música há algum tempo, resolveram herdar o ritmo que estavam desenvolvendo juntos e formar um novo grupo na cidade.

    E foi assim, da vontade de não deixar a música parar, misturada com a crença em um repertório que valorizasse o ritmo que eles pretendiam defender, que surgiram os primeiros ensaios e shows da banda.

    Os primeiros desdobramentos do projeto, acabou acontecendo em forma de trio. Eram três os músicos que resolveram fundar a banda, e enquanto novos parceiros não apareciam e se integravam ao jeito Zé do Black de ser, uma bateria, um sax e um baixo seguravam a onda.

    Os novos integrantes apareceram, e nesses dois anos de estrada, muitos saíram e outros entraram. Rotatividade de músicos é algo muito comum e complicado em bandas, mas como mesmo destaca o grupo, tem lá suas gratificações.

    É dessa salada de experiências, "pegadas", jeitos de aprender uma música, de inventar, criar e recriar que hoje os integrantes se afirmam maduros e em uma fase importante da carreira. Da personalidade e musicalidade de cada um, o Zé do Black descobriu a sua musicalidade e jeito de fazer o som que seus músicos gostam.

    Jeito black de ser...
    A escolha do estilo musical defendido pela banda está, segundo os componentes, diretamente ligado à identificação musical de todos eles. Segundo o grupo, esse é o som que eles ouvem em casa e o qual realmente se identificaram em meio a tantos outros estilos que já tocaram individualmente.

    Black Music também é um tipo de música que se pode dizer escasso no cenário musical de Juiz de Fora. Fazendo a proporção do número de grupos que se apresentam pelas principais casas noturnas da cidade e o número que se dedica ao soul, essa afirmação fica evidente. Ponto positivo para a formação do grupo, mas não determinante, como eles gostam de deixar claro.

    A baterista Carla, que está com o grupo desde a sua formação, acredita que a banda chegou em um momento especial de defesa do ritmo. Para ela, o repertório do Zé do Black hoje está mais preocupado com as raízes da Black Music, mais engajado com o que isso representa em nível de execução.

    Como reconhecer a raiz black no trabalho da moçada do Zé? A resposta vem deles mesmos. É só prestar atenção na seleção do repertório que hoje inclui soul, funk, anos 70, e grupos mais novos e selecionados como é o caso do Jamiroquai, por exemplo. Outra "pista" está no figurino e nas perucas que a banda encarna de vez em quando. Uma maneira de deixar que o público também visualize o estilo musical da banda.

    Nova geração
    Há alguns meses, o Zé do Black está de cara nova. Novos músicos chegaram para se integrar a família e um novo vocalista também foi apresentado para os fãs. Carlos Fernando assumiu os vocais que por muito tempo pertenceram a juizforana Lívia Lucas. O resultado parece estar agradando muito.

    "O clima está muito bom, temos recebido muitos elogios", comentou a baterista Carla. "Acho que se tivéssemos colocado outra mulher no lugar da Lívia poderia ter sido mais difícil. A comparação aconteceria e seria algo mais complicado para quem chegou para ocupar a vaga", complementa.

    Carlos Fernando é carioca e mora hoje em Juiz de Fora para integrar o quadro de professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). No Rio, já fez um trabalho com samba de raiz, mas em bandas mesmo, estréia com o Zé do Black. O cantor, sempre esteve presente na platéia dos shows da banda e um dia acabou dando uma "canja" em uma festa que o grupo animava. "Quando a Lívia falou que ia sair, pensamos logo nele", explicou o grupo.

    Parcerias novas, músicas novas, mas Black Music sempre correndo pelas veias. É com essa vontade de fazer música que a galera do Zé do Black está se firmando como uma das principais bandas da cidade. SOULcesso!

    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Recomendado

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.