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    Raul Queixas & Mágoas Banda existe desde a década de 1980 e nasceu
    de uma homenagem a Raul Seixas

    Priscila Magalhães
    Repórter
    26/12/2007
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    A intenção era fazer um show em homenagem a Raul Seixas, em outubro de 1989. Diante do sucesso e do Parque Halfeld lotado, a banda Raul Queixas & Mágoas acabou caindo no mercado de Juiz de Fora e hoje, 18 anos e quase mil homenagens depois, continua fazendo shows pela cidade.

    A banda é composta por cinco integrantes. O guitarrista Rodrigo Bastos, Camilo Rangel, na bateria, Américo Vieira, no vocal, Peterson Gama, no baixo, e Diogo Dadalti, no teclado e violão. O nome surgiu entre vários e se destacou por ser diferente. 'Queixa' veio para rimar com 'Seixas' e 'Mágoas' para completar 'Queixas', já que toda queixa vem acrescida de mágoas.

    "Raul se queixava muito, era reclamador. Ele era anarquista e reclamava das normas. Não gostava de andar com documentos e uma vez foi preso por ser acusado de sósia dele mesmo. Como não andava com identidade, não teve como provar quem era", diz Rodrigo (foto abaixo).

    Foto de Rodrigo Até 1999, a banda seguia coma agenda do shows bem cheia, cerca de três por semana, o que inclui apresentações em Minas, São Paulo e Rio. Agora, seguem mais preguiçosos. "Nossa idéia nunca foi ser profissional, viver da música. Queríamos fazer uma única homenagem a Raul, que havia morrido há dois meses. Ficamos assustados com o sucesso e logo depois recebemos convites para outros shows", lembra Rodrigo.

    Atualmente, cada um segue sua profissão e são advogados, professores, psicólogos. "Hoje prefiro dizer que fazemos um show a cada nada, já que não temos nada marcado. O nosso profissionalismo está na qualidade do nosso som e não em cumprir agenda", diz Rodrigo. Mas ele garante que isso é muito bom. "Quando subimos no palco, temos sempre casa cheia. Isso valoriza nosso show. Fizemos um em 2005 que os ingressos acabaram em 20 minutos e a lotação da casa foi excedida em 300 pessoas".

    O público

    Para Camilo (foto abaixo), tocar para quem curte Raul é muito bom. "A energia do público que curte suas músicas é muito boa. Todo mundo conhece Raul e em qualquer lugar que tocamos é muito bom. Tem alguns fãs que já conhecem a seqüência das músicas e acabam se animando mais".

    Foto de Rodrigo Já Rodrigo diz que é uma experiência única tocar na banda. "Todo mundo passa por uma experiência de show ruim, mas a banda nunca passou. O nosso público não deixa que o show fique desanimado. Além disso, a música é muito bem recebida por qualquer tipo de público, pois Raul tocava MPB, heavy metal e rock".

    Para os músicos, Raul Seixas se renova a cada geração. "Se olhar na rua, tem sempre uma garotada vestindo uma camisa com a imagem do Raul estampada. Nos nossos shows, essa molecada fica lá na frente, cantando. A música dele é atemporal, não tinha a ver só com aquela época", lembra.

    Toca Raul!

    Na apresentação de qualquer banda, é comum ouvir uma voz, no meio do público, gritando 'Toca Raul!'. Para Rodrigo, existem dois tipos de pessoas que costumam gritar assim. "Uma delas é o chato que faz isso para irritar, pois ele sabe que não tem nada a ver a música do Raul naquele momento. A outra é o apaixonado por ele. Este acha que tem que tocar Raul e, se não toca, não consegue compreender", explica.

    Entre as cerca de 160 músicas de Raul Seixas, Camilo diz que a cada dia descobre uma que mais gosta. "As desconhecidas são muito boas, mas as que mais gosto são 'Paranóia' e 'Coisas do Coração'", diz. Já para Rodrigo, 'S.O.S' e 'Ouro de Tolo' são as melhores. "Tomei conhecimento das músicas dele quando ouvia rádio, no final da década de 70. Achei o som diferente e gostei muito", diz Rodrigo.

    Foto de Raul Seixas Foto de Raul Seixas Foto de Raul Seixas
    Planos

    A pretensão da Raul Queixas & Mágoas é continuar preguiçosa. Mas os fãs podem se animar, porque a banda tem projetos novos. "Queremos gravar um DVD oficial do nosso trabalho. Já gravamos um, mas não comercializamos. Agora, queremos investir alto para um DVD bonito, uma obra que fique registrada. Estávamos com os planos de fazer isso em 2007, mas deixamos o ano virar e em 2008 vamos correr atrás. Mas para isso, precisamos utilizar de alguma Lei de incentivo, porque senão vai ser inviável. Como é para comercializar, vamos pagar autorais", diz Rodrigo.

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