SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O prefeito da cidade de Água Fria (BA), Renan Araújo Barros (PL), conhecido como Renan de Ziza, se envolveu em uma confusão com agentes da polícia militar no último sábado (17) que viralizou nas redes sociais.

Em um momento de um vídeo gravado da situação, o prefeito se exalta e diz para um dos policiais: "Você me desrespeitou aqui. Eu não aceito isso. Vocês fazem isso com o prefeito, quem manda nessa p*rra sou eu, eu mando aqui na cidade. Você pode ser polícia no inferno".

No vídeo, é possível ver Renan discutindo com os policiais devido ao som alto que vem de um carro. Ele conversa com um homem e desdenha dos agentes, que não falam nada:

"Deixa multar... eles se acham Deus, eles se acham super-homens e não são nada", diz o prefeito. "Eles não podem fazer isso. O alvará de som é nosso. Já tem oito dias que está autorizado o alvará de som", insiste.

Após um princípio de briga incitada pelo prefeito, que agarra a mão de um dos agentes, ele é afastado por outro policial e o som é desligado. Com isso, Renan volta à cena: "Não, não, não. Não abaixe o som, não", fala, e o vídeo é encerrado.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar da Bahia confirmou que o homem no vídeo era o prefeito de Água Fria.

"O Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL) da Polícia Militar, responsável pelo efetivo lotado na 97ª CIPM, já adotou as providências legais junto ao Ministério Público e à União dos Municípios da Bahia (UPB) sobre o ocorrido no município de Água Fria", diz a nota enviada à imprensa.

Além disso, o comandante-geral da PM da Bahia, Coronel Coutinho, publicou uma nota de repúdio nas redes sociais, chamando a atitude do prefeito de "desacato".

"A corporação baiana enaltece a atitude e o equilíbrio emocional dos policiais militares por se manterem firmes e coerentes, conforme preconiza a técnica da Polícia Militar, diante do comportamento destemperado do alcaide", diz a publicação.

A Prefeitura de Água Fria e o prefeito Renan Araújo Barros ainda não se posicionaram sobre o caso. A reportagem também buscou informações com o Ministério Público da Bahia e aguarda retorno.