Divulgação Agência Senado /Leopoldo Silva - Moradores de Águas Claras enfrentam filas enormes para teste do Covid-19 no estacionamento do Centro Universitário Euroamericano (Unieuro). O 'drive-thru' é feito para testagem em massa do novo coronavírus e o atendimento realiza-se por ordem de chegada, dentro do veículo, sendo proibido sair do carro sem orientação da equipe de saúde. Também é recomendado o uso de máscaras faciais e que cada carro tenha, no máximo, quatro pessoas. Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os resultados positivos para testes de Covid-19 realizados pelo grupo Fleury, rede nacional de laboratórios, atingiram um pico de 40,74% na última semana, entre os dias 13 e 19 de novembro.

Há quatro semanas, de 16 a 22 de outubro, esse índice era de 10,43%. Desde então, ele vem aumentando. De 23 a 29 de outubro, a média semanal de infectados foi de 19,16%. Esse número saltou para 30,92% entre 30 de outubro e 5 de novembro, e prosseguiu subindo na semana seguinte para 39,18% , de 6 a 12 de novembro.

Os dados do laboratório vão ao encontro de outros levantamentos que apontam o crescimento dos casos de Covid-19 no país. O boletim InfoGripe, divulgado na sexta-feira (18) pela Fiocruz, mostrou que o SARS-Cov-2, responsável pelo coronavírus, aparece em 47% dos exames que apontam vírus respiratório. Há um mês, essa taxa era de 30,2%.

O médico infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, Celso Granato, salienta a importância das medidas de prevenção como o uso de máscaras em ambientes fechados. "E quem está com a vacina atrasada, deve procurar um posto para atualizar a dose", orienta.

Ele completa que, além do aumento da taxa de positividade, cresceu também a procura por exames de Covid. "Em meados de outubro, fazíamos aqui no Fleury entre 200 e 300 testes por dia. Agora, estamos fazendo 2.000 exames diariamente", exemplifica.

Diante da alta de casos, a Anvisa determinou a volta do uso obrigatório de máscaras dentro de avião e em aeroportos do Brasil a partir de sexta (25). Em São Paulo, a proteção também voltará a ser obrigatória no transporte público, a partir de sábado (26).