SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta terça (24) a abertura de novos leitos e salas cirúrgicas para o tratamento de câncer no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). "Temos que apostar na abertura de leitos", afirmou o governador.

No total, são 45 novas vagas, sendo 15 de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva). Além desses, são mais três novas salas cirúrgicas para o centro.

Atualmente, a fila de espera para atendimento oncológico é de 1.536 pacientes, segundo o Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde). No entanto, pode ocorrer diferenças no número de pessoas em espera, porque não há uma contabilização que centraliza o total de pacientes que aguardam atendimentos oncológicos em todos os centros de saúde públicos do estado.

O governador declarou que é preciso melhorar a gestão das filas de cirurgias, não só para oncologia, mas também para outras doenças.

"Uma coisa importante é a forma de encarar a fila. Primeira coisa, quando falamos de número de pessoas na fila, temos que entender de que fila estamos falando. Por incrível que pareça, nós não temos [os números completos]. A forma de gestão da fila tem que ser regionalizada para saber exatamente qual a situação de quem está na fila, se não há contagem dupla, para que possamos fazer a gestão correta", afirmou.

Em relação ao Icesp, William Nahas, presidente do conselho diretor do instituto, afirmou que o incremento dos leitos pode causar o aumento de cerca de 20% na capacidade de atendimento do instituto. Ele estima que, em cem dias, isso poderia reduzir em 40% a fila de espera Cross.

Nahas ainda disse que espera-se que 200 novos casos de câncer possam ser atendidos no Icesp por mês a partir dos novos leitos.

A ideia é que, com as inaugurações mais recentes, o prazo para atendimento diminua já que, atualmente, não é cumprido o que a lei preconiza. Isso porque, conforme a Lei 12.732 de 2012, o atendimento dos pacientes com câncer a partir do diagnóstico deve ser feito em até 60 dias após a descoberta doença.

Não foi informado qual o tempo médio de espera dos pacientes com câncer que se encontram na fila para atendimento em São Paulo, mas o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que tem casos de pessoas que aguardaram até nove meses para acessar o tratamento. Segundo ele, cerca de 50% dos pacientes aguardam de sete a oito meses na fila de espera.

O anúncio reitera a ideia de melhorar a saúde no estado por meio de abertura de novos leitos. Segundo Paiva, existem 7.000 a 9.000 leitos fechados para diferenças doenças que poderiam ser reabertos em todo o estado de São Paulo.