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    Terça-feira, 29 de novembro de 2016, atualizada às 13h16 e às 17h55

    Avião com o time da Chapecoense cai na Colômbia; juiz-forano Marcelo é uma das vítimas

    Por Agência Brasil

    Um avião que levava o time da Chapecoense, de Santa Catarina, caiu na Colômbia na madrugada desta terça-feira, 29 de novembro, informou o Aeroporto José María Córdova, de Rionegro. A equipe seguia para Medellín, onde iria disputar, na quarta-feira, 30, a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia.

    A Aeronáutica Civil da Colômbia acaba de informar que 72 corpos já foram retirados dos destroços. A entidade confirmou ainda que há 75 vítimas fatais no acidente e seis sobreviventes. As informações são da Agência ANSA.

    Segundo divulgou a entidade em nota, há 150 pessoas envolvidas na busca e resgate das vítimas que "trabalham continuamente para facilitar a recuperação dos corpos".

    O juiz-forano Marcelo Augusto Mathias da Silva, 25, zagueiro do time e ex-Flamengo, estava no avião (foto acima). Marcelo começou a carreira profissional no Macaé (RJ). Em 2011 foi contratado pelo Flamengo, onde permaneceu até o fim de 2015. Teve passagem pelo Cianorte e, logo em seguida, foi contratado pelo Chapecoense. Ainda não há informações sobre o jogador.

    Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora lamentou "profundamente a morte do jogador juiz-forano Marcelo Augusto Mathias da Silva. E deseja à família e amigos do jogador, força para enfrentar este momento de profunda dor. Marcelo levou o nome de Juiz de Fora para diversos lugares do Brasil e do mundo, e, com apenas 25 anos, já era um ícone de nossa cidade. ​O atleta será sempre lembrado ​com muito carinho e gratidão ​​por todos os cidadãos ​desta cidade."

    O avião da companhia Lamia tinha capacidade para 95 pessoas, mas contava com 81 pessoas a bordo no momento do acidente, sendo que nove delas eram membros da tripulação. Além de dirigentes esportivos e jogadores, entre os passageiros havia 21 jornalistas e representantes da imprensa esportiva brasileira.

    Torcedores fazem vigília

    Cerca de 700 torcedores da Chapecoense se reúnem nos arredores do estádio Arena Condá, em Chapecó (SC), após o acidente. Os torcedores fazem uma vigília e acompanham a chegada dos jogadores que não viajaram para a final da Copa Sul-Americana.

    Com os portões do estádio fechados, os chapecoenses se aglomeram no estacionamento do Centro de Eventos, onde entoam cânticos de apoio e realizam rodas de oração pelas vítimas.

    Os jogadores que não viajaram com a delegação também chegam à Arena Condá em busca de mais informações. Todos visivelmente emocionados, chorando muito com a perda dos colegas e amigos. Parentes das vítimas permanecem na Arena Condá à espera de informações.

    O clube

    A tragédia envolvendo a delegação da Chapecoense ocorre justamente no momento em que o clube catarinense buscava consolidação entre os grandes times de futebol do país.

    O Verdão do Oeste, como é conhecido entre os torcedores, disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro pela terceira temporada consecutiva e já garantiu vaga antecipada para disputar a Copa Sul-Americana de 2017.

    Fundado em 10 de maio de 1973, a Associação Chapecoense de Futebol passou a maior parte da história destacando-se em nível regional: até o fim dos anos 90, as principais conquistas do clube foram os títulos do Campeonato Catarinense de 1977 e 1996 e da Taça Santa Catarina de 1979.

    Os primeiros anos do século 21 foram difíceis para os torcedores da Chape. O clube enfrentou uma crise a partir de 2001 e chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do futebol catarinense. Mesmo com o título estadual de 2007, foi apenas em 2009 que o Verdão começou a se recuperar. Naquele ano, o time que disputou a Série D do Campeonato Brasileiro obteve a terceira colocação — e o acesso à Série C.

    A Chapecoense permaneceu na terceira divisão por três anos. Nesse período, conquistou pela quarta vez o Campeonato Catarinense em 2011 e por pouco não se classificou para a Série B nacional. A ascensão, no entanto, estava reservada para o ano seguinte: em 2012, o clube subiu para a segunda divisão — e no ano seguinte, em 2013, conquistou o acesso à elite do futebol brasileiro.

    Até o acidente da última madrugada, o ano de 2016 era considerado um dos melhores para a Chape. No Campeonato Brasileiro, o clube faz a melhor campanha de sua história, ocupando a 9ª posição na tabela a uma rodada do fim da competição. Em nível internacional, o clube conquistou o direito de disputar a final da Copa Sul-Americana após superar equipes de tradição em competições continentais, como os argentinos Independiente e San Lorenzo.

    A decisão da Sul-Americana, no entanto, que simbolizava o auge da ascensão chapecoense, acabou manchada pela queda do avião que levava jogadores, comissão técnica, dirigentes e jornalistas a Medellín — cidade colombiana onde o clube disputaria a primeira partida da final contra o Atlético Nacional.

    CBF decreta luto de sete dias

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decretou luto oficial de sete dias pelo acidente aeronáutico. Com o luto, todas as partidas que seriam realizadas nesse período foram remarcadas.

    A final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético Mineiro, que seria disputada amanhã (30), foi remarcada para 7 de dezembro, às 21h45. Já a rodada final da Série A do Campeonato Brasileiro será realizada no dia 11 daquele mês, domingo, às 17h.

    A final da Copa do Brasil sub-20, entre Bahia e São Paulo, foi remarcada para 8 de dezembro, às 21h15.

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