SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A candidata a deputada federal Ariadna Arantes (PSB-SP) afirmou nesta sexta-feira (23) que há uma "ditadura evangélica" no país que se intensificou com a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Essa é uma das coisas que mais me entristece. Saber que eu vivo em um Estado laico e que, a todo momento, principalmente com o governo Bolsonaro, existe uma ditadura evangélica, ou petencostal, que demoniza tudo", disse ela.

Ariadna, que segue o Candomblé e a religião Wicca, citou a intolerância religiosa como uma das plataformas do seu eventual mandato. Ela defende criar leis com penas mais duras para quem ataca religiões, especialmente na internet ?combate ao crime virtual foi outra pauta citada pela maquiadora e influenciadora.

A candidata foi entrevistada na manhã desta sexta-feira (23) na série de lives da Folha de S.Paulo com candidatos a deputado federal por São Paulo.

Ariadna foi a primeira participante trans do Big Brother Brasil, reality show da TV Globo do qual participou em 2011. Ela já se posicionava em suas redes sociais, mas, recentemente, teve vontade de atuar também na política partidária.

"Quando eu entrei para a política, a primeira pessoa que eu procurei foi o Geraldo Alckmin (PSB). Para mim, ele é uma pessoa muito madura, é um gigante", afirma a candidata.

Dentre as propostas citadas por Ariadna aparecem também o empreendedorismo digital e a empregabilidade de pessoas vulneráveis, especialmente trans.

"É importante ser criada uma bancada de mulheres trans, de pessoas LGBTQIA+, que tenham sensibilidade para essas causas minoritárias", afirma.