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    Quarta-feira, 29 de maio de 2019, atualizada às 16h51

    Núcleo do Cidadão de Rua será pauta de audiência pública nesta quarta-feira

    Da redação

    Nesta quarta-feira, 29 de maio, será realizada audiência pública para debater sobre os riscos para 1.300 crianças que serão expostas à violência que acompanha a transferência do Núcleo do Cidadão de Rua do Centro de Juiz de Fora para o bairro Costa Carvalho. A audiência solicitada pelo vereador Carlos Alberto de Mello (PTB) será às 19h, na Plenária da Câmara Municipal, no Parque Helfeld.

    Segundo o vereador solicitante, a principal preocupação da comunidade é a proximidade do referido equipamento com o Colégio Uirandê, Escola Estadual Batista de Oliveira e Colégio Católico Comunidade Resgate, que estão localizadas menos de 1 km do local pretendido. Ao todo são cerca de 1300 alunos (crianças e adolescentes) nos três turnos de aprendizagem.

    Desde o fim de 2018, as lideranças dos bairros Santa Tereza, Costa Carvalho, Aracy, Bairro de Lourdes e JK vêm cobrando do Executivo providências em relação à possibilidade de implantação da Casa de Passagem Masculina e do Centro POP, na Avenida Brasil, 265, no bairro Costa Carvalho, e resultou em uma manifestação no dia 14 de maio, em frente ao endereço.

    De acordo com dados da Polícia Militar, só em 2018 na região do entorno na Rua José Calil Ahouagi - onde hoje estão os núcleos de atendimento à população de Rua – foram registradas 90 ocorrências de tráfico, uso e consumo de drogas. Foram registrados 72 furtos, 14 roubos, localizados 29 foragidos da justiça e registradas 46 ocorrências de ameaça, lesão corporal, vias de fato/agressão.

    “É fato que o município precisa adotar medidas eficazes de atendimento à população de rua, mas é imprescindível levar em conta que este atendimento não pode suplantar a necessidade de proteção às mais de 1300 crianças e adolescentes. O prédio já passa por obras para receber o equipamento público, sem a anuência da comunidade local, que paga seus impostos e não se vê beneficiada com equipamentos públicos como praças, posto de saúde, e creches públicas”, argumenta o vereador Sargento Mello na justificativa da proposição.

    Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social aponta cerca de 800 cidadãos moradores ou em situação de rua em Juiz de Fora, e, de acordo com a AMAC, a casa de passagem masculina realiza atendimento a cerca de 100 cidadãos por noite. “Atualmente o município já tem dificuldades de atuar junto aos moradores de rua que ficam no entorno do equipamento público sem nenhum tipo de assistência, sendo utilizados pelo tráfico como "aviões" ou "mulas".

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