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    Hábitos saudáveis beneficiam saúde mental Pessoas que se alimentam bem, praticam exercícios e evitam excessos garantem bem-estar físico e emocional, como no caso de Cássia Segrégio

    Marinella Souza
    *Colaboração
    15/05/2008

    Há sete anos, a jornalista Cássia Segrégio (foto abaixo) decidiu que era hora de mudar. Acima do peso e insatisfeita com o próprio corpo, a então, adolescente cortou radicalmente refrigerantes, doces e frituras de seu cardápio e começou a malhar. Em pouco tempo, a moça percebeu os resultados que foram muito além da estética.

    "Claro que foi bom ver que meu corpo estava mais bonito, mas o efeito que isso fez no meu emocional foi ainda maior. Eu me sentia mais feliz por estar fazendo algo por mim mesma", relata.

    A experiência pessoal de Cássia tem respaldo científico, segundo a nutricionista Aline Leonor Fernandes. Ela garante que alguns nutrientes presentes em uma alimentação balanceada provocam um efeito positivo na saúde mental do indivíduo. "O mais importante é que quando a pessoa está se cuidando ela melhora a auto-estima. A sensação de estar fazendo bem para ela mesma é muito importante".

    Cássia sabe bem como é isso. A jornalista que, na adolescência se considerava feia e infeliz, hoje mostra-se satisfeita com os resultados que seus hábitos saudáveis provocaram em seu organismo. "Eu me sinto bem melhor hoje porque me conscientizei de que estou realmente fazendo algo para melhorar a minha vida, ao invés de só ficar reclamando que estava gorda. Além disso, tenho muito mais energia e muito mais disposição para a vida do que tinha antes", revela.

    Aline ressalta que os benefícios de se levar uma vida saudável vão além do aspecto estético e emocional. Segundo a nutricionista, através de uma alimentação balanceada e da prática de exercícios melhora-se a qualidade de vida, previne-se doenças e a pessoa consegue viver melhor física e mentalmente.

    Desde que decidiu mudar seus hábitos, Cássia passou a praticar exercícios. Em sete anos já malhou, correu, fez yoga e atualmente faz caminhada, no mínimo, uma hora por dia. As atribulações profissionais a impedem de ir a uma academia regularmente. "Não abro mão de me movimentar, porque isso é muito importante para mim. Fico com um astral melhor, me concentro mais no trabalho, me desestresso. É muito bom", ressalta.

    O começo

    Foto de pessoas malhando Quem escuta a moça falar, acha que abandonar doces, refrigerantes e batata frita é uma tarefa fácil, mas ela garante que não. Como várias adolescentes, Cássia era viciada em refrigerante, chocolate e quase não tomava água, a decisão radical exigiu muita disciplina e perseverança. "Parar de tomar refrigerante foi o mais difícil porque eu era viciada. Os primeiros meses foram muito ruins, mas depois me acostumei e hoje não consigo mais tomar".

    Mas a nutricionista adverte que dietas radicais demais podem ser prejudiciais e não surtir o efeito desejado. "Para dar certo mesmo, a dieta tem que ser adequada aos hábitos alimentares da pessoa, senão fica quase impossível mantê-la. Se você se priva de tudo o que gosta, vai chegar uma hora que não vai agüentar e o prejuízo será ainda maior".

    Hoje em dia, Cássia não é mais tão radical e se permite algumas estripolias gastronômicas de vez em quando. "Eu entendi que não adianta a gente ficar se privando de tudo, não tem necessidade disso. Eu me permito um doce em ocasiões especiais, não deixo de comer frituras, só evito e não deixo que isso volte a ser um hábito, porque não me faz bem".

    Uma coisa da qual ela não abre mão é da água. Ela que quase não tomava, hoje está sempre com uma garrafinha à mão e ingere, em média cinco litros por dia. Em resposta à sua determinação e disciplina, Cássia conseguiu eliminar dez quilos e ainda melhorar pele, cabelo e unhas.

    Os riscos

    Aline alerta para o risco de dietas radicais que eliminam por completo um ou mais nutrientes da dieta de uma só vez. Segundo a especialista, essas "dietas da moda", além de totalmente falíveis, são um risco a saúde. "Essas dietas não dão certo, porque eliminam um nutriente de que precisamos e não o repõe em momento algum".

    Foto de um prato de tomate a alface Essas dietas, diz a médica, fogem do padrão alimentar do brasileiro e a pessoa acaba se sentindo mal pelo excesso ou deficiência de nutrientes. "O organismo acaba se acostumando com essas dietas erradas e quando for submetido a um tratamento adequado não vai responder da forma desejada", explica.

    A nutricionista garante que não é preciso cortar tudo porque precisamos desses nutrientes, o ideal é que se evite o excesso. Segundo ela, o método de Cássia não gera grandes danos, porque a pessoa acaba ingerindo açúcar e lipídios em outros alimentos. O que ela enfatiza é o perigo de ficar horas sem se alimentar. "Se a pessoa fica sem comer por um período muito longo, a pessoa tende a comer mais depois e o metabolismo funciona mais devagar. Comendo de três em três horas, o processo metabólico é mais rápido e a pessoa não engorda".

    Para as pessoas que já têm o metabolismo mais lento, a dica da nutricionista é consumir bastante frutas, verduras, legumes e, no mínimo, dois litros de água por dia para garantir que as fibras sejam absorvidas adequadamente pelo organismo, melhorando todo o seu funcionamento.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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