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    Dançar reorganiza a musculatura e garante bem-estar Denise Barbosa Milward de Andrade conta como dança traz muitos benefícios
    para o organismo, entre eles, a melhora da libido

    Marinella Souza
    *Colaboração
    17/07/2008

    Desde muito cedo a dança esteve na vida de Denise Barbosa Milward de Andrade. Aos cinco anos ela começou a praticar balé clássico em Juiz de Fora. Ficou parada por uns tempos e retornou já mais amadurecida.

    Denise se dedicava com tanto afinco às aulas que, mais tarde, veio a adquirir a academia em que estudava. Desde então, ela mantém um núcleo de dança que, há 31 anos, forma gerações de bailarinas.

    Como começou muito cedo, Denise não se lembra de como era a vida antes da dança, mas confessa que ficou mais de dez anos parada, se dedicando mais à outra atividade profissional e sentiu a diferença. "Têm coisas que você não perde, como a postura, a elasticidade e a consciência corporal, mas ficar tanto tempo afastada faz a gente perder um pouco o pique",relata.

    Ao se aposentar, Denise decidiu se dedicar exclusivamente à dança e percebe as mudanças no espelho. "Eu virei uma 'fominha' de aulas. Faço jazz, contemporânea e clássico, onde sou aluna da minha filha. Meu corpo mudou completamente, perdi a barriga, melhorou meu bem-estar, até estou dormindo melhor", conta.

    Aos 55 anos, Denise apresenta uma silhueta de dar inveja a muita menina e garante que esse é só um dos efeitos da dança, aliás, o menos importante. "A dança é a minha vida, é o meu trabalho e, acima de tudo, o meu maior prazer , a minha paixão. Manter o corpo em movimento de uma forma assim tão divertida melhora todo o conjunto", diz.

    Foto de Denise Milward Segundo Denise, a dança faz com que a pessoa tenha uma maior consciência do que é o próprio corpo, reorganiza o esqueleto e a musculatura, além de promover sociabilização, dinamização e melhorar a libido. Ela explica que a dança trabalha o sistema cardio-respiratório, aumenta a testosterona, melhorando a sexualidade e até auxilia na cura da depressão porque estimula o cérebro.

    Ex-aluna de Denise e hoje sua professora, Ana Cláudia Monterio, relembra o caso de três alunas que melhoraram o emocional através da dança e conseguiram até engravidar. "Elas estavam tristes porque não conseguiam engravidar. Com três meses de aula, elas se desligaram desse problema e acabou acontecendo naturalmente".

    Outro exemplo prático dos benefícios da dança aconteceu bem perto de Denise, dentro da sua casa. Sua filha, Rafaela, que dança desde criança e acabou seguindo os passos da mãe, se livrou de fortes dores na coluna graças à dança. "Ela tem um desvio na coluna e o médico disse que ela só não tem dores fortíssimas porque a musculatura dela é muito forte", comenta.

    Denise conta que hoje está havendo um resgate da dança como uma maneira de manter a forma e emagrecer. "Antigamente a dança era procurada por crianças e adolescentes, mais preocupadas com o aspecto artístico da dança. Agora temos turmas grandes de mulheres jovens, adultas e até da terceira idade que procuram um exercício físico", comemora.

    Para Denise, optar pela dança como uma maneira de garantir a boa forma, é uma decisão muito acertada porque além de ser um exercício físico muito divertido, ela unifica as pessoas de idades diferentes e, ao contrário do que se pensa, queima muita caloria. "Dançar fortalece os músculos mais profundos, a pessoa sai da aula sentindo que trabalhou".

    Foto de Denise Milward e Ana Claúdia Monteiro Ana Cláudia complementa dizendo que a dança não é só coreografia. "Tem todo um trabalho de alongamento, de conscientização corporal, que contribuem para que os efeitos durem ao longo dos anos".

    Quanto aos problemas típicos de bailarinas, como deformações nos pés, bolhas, dores musculares intensas, as professoras garantem que são frutos do excesso. Com uma boa orientação eles são facilmente evitados. "É preciso ter cuidado, porque 'todo mundo' é professor de dança e essa falta de preparo pode acabar prejudicando. Só tem problemas quem extrapola os seus limites", alerta. Denise.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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