Entenda o que é Lúpus Eritematoso Sistêmico e seus sintomas

Nome do Colunista Amanda Beloti 16/08/2017

Olá leitores!

Época de frio e as pessoas com doenças reumáticas podem entrar em crise aguda. Por esta razão, hoje escolhi falar um pouquinho sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) conhecido também como apenas Lúpus.

É uma doença inflamatória crônica autoimune (quando o organismo produz anticorpos contra os próprios tecidos). Acomete principalmente mulheres jovens (na proporção de 10 mulheres para cada 1 homem), principalmente as negras (na proporção de 1 em cada 250 pessoas da raça negra e 1 em cada 1000 pessoas da raça branca).

O diagnóstico é feito por um reumatologista, mas a inexistência de um exame laboratorial sensível e específico da doença pode dificuldade o seu diagnóstico no início. Podem ocorrer períodos de crise e períodos de remissão, mas não tem cura.

Cerca de 10 a 20% dos pacientes apresentam algum histórico familiar de alguma doença autoimune (exemplo diabetes mellitus, doenças de tireóide, outras doenças reumáticas ou hepáticas). Por poder estar relacionado a diabetes, doenças de tireóide e por ser mais freqüente em mulheres podemos concluir que o fator hormonal também tem uma forte participação na ocorrência da doença.

Para facilitar o diagnóstico, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR), considera portador de LES aquele que apresentar no mínimo 4 dos 11 critérios diagnósticos abaixo:

1. RASH MALAR: mancha vermelha fixa, achatada ou elevada, nas “maçãs do rosto”

2. RASH DISCÓIDE: placas avermelhadas, com escamas e cicatrização com atrofia, em qualquer lugar do corpo

3. FOTOSSENSIBILIDADE: o rash cutâneo aparece devido à exposição ao sol.

4. ÚLCERAS ORAIS: feridas na nasofaringe ou na boca.

5. ARTRITE: envolvendo duas ou mais articulações periféricas (em membros superiores ou inferiores) com sinais de inflamação aguda. Presente entre 70-80% dos casos.

6. SEROSITE: inflamação de qualquer membrana serosa do organismo (pleura – pulmões / pericárdio – coração / peritônio – abdome).

7. DESORDEM RENAL: excesso de proteína na urina (proteinúria) e de sangue (hematúria).

8. DESORDEM NEUROLÓGICA: normalmente convulsões e psicoses.

9. DESORDENS HEMATOLÓGICAS: anemia, leucopenia (baixa de leucócitos), linfopenia (baixa de linfócitos), trombocitopenia (baixa de plaquetas).

10. DESORDENS IMUNOLÓGICAS: ao exame de sangue, anticorpos anti-DNA, anticorpos anti-Sm, anticorpos antifosfolípedes.

11. FAN POSITIVO: também um marcador visto no exame de sangue.

Lembrando que nem todos os pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico desenvolverá os 11 sinais!

O lúpus acomete com maior freqüência a pele e as articulações e, em formas mais graves, os rins e o sistema nervoso central. Mas por ser “sistêmico” pode acometer outros órgãos, como mencionado acima (coração, pulmão, etc).

O diagnóstico médico, feito normalmente por um reumatologista, é feito pelo conjunto dos achados clínicos e laboratoriais, e o tratamento consiste em antiinflamatórios, corticóides, orientações para uso de protetores solares e fisioterapia. O tratamento fisioterápico depende das manifestações apresentadas por cada paciente, sendo individualizado, sempre respeitando o limite de cada paciente. Mas, tem como objetivo principal controlar a doença e melhorar a qualidade de vida. Como a doença tem repercussões pulmonares, cardíacas e neurológicas a fisioterapia se torna mais importante ainda para que os pacientes mantenham-se fora de crises.

Até a próxima coluna!

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