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    Distensão ou estiramento muscular

    Nome do Colunista Amanda Beloti 6/09/2019

    A distensão muscular acontece quando um músculo ou tendão que se prende ao osso é submetido a um esforço e se estica demais, rompendo fibras musculares e causando inflamações locais.

    Podemos chamar de estiramento ou distensão, com uma pequena diferença, que é o local onde acontece a lesão: se for no meio do músculo é chamado estiramento; se for próximo ao tendão do músculo (mais perto da articulação) é chamado de distensão.

    Não acontece somente com atletas, como muitas pessoas pensam. Pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer lugar, na realização de tarefas do dia a dia.

    Basicamente ela pode ser classificada em dois tipos:

    - Distensão Aguda: ocorre quando o músculo é solicitado a fazer uma contração repentina, de forte intensidade. Por exemplo quando levantamos um objeto pesado do chão e sentimos uma pontada.

    - Distensão Crônica: ocorre como consequência de exercícios repetitivos, que solicitam sempre os mesmos músculos. É o que ocorre por exemplo com os corredores, ciclistas e pessoas que participam de esportes competitivos.

    E pode ser classificada também de acordo com a gravidade da lesão:

    - Grau 1: há estiramento das fibras musculares, mas não há ruptura. A dor é mais leve e costuma passar em mais ou menos uma semana.

    - Grau 2: há uma pequena ruptura de fibras no músculo, causando dor um pouco mais forte. A recuperação pode demorar alguns meses.

    - Grau 3: ocorre ruptura total do músculo, causando dor intensa, inchaço, calor na região afetada e hematomas. A recuperação pode levar até um ano.

    O risco de sofrer estiramentos musculares aumenta nas seguintes situações:

    - Falta de condicionamento físico;

    - Prática inadequada para a realização de cada tipo de exercício;

    - Cansaço extremo;

    - Excesso de peso corporal.

    Os sintomas são: dor, hematoma, edema (inchaço), dificuldade de movimentação do músculo afetado. Quanto mais intensos os sintomas, maior a gravidade da lesão muscular. Quando há ruptura completa do músculo há também rompimento dos vasos sanguíneos, causando um enorme hematoma e inchaço local.

    O tratamento pode ser feito com prescrição médica de antiinflamatórios, compressas de gelo, repouso e fisioterapia. Em lesões simples o próprio organismo se encarrega de reparar as fibras rompidas, absorvendo o coágulo e controlando a inflamação. As lesões mais graves exigem avaliação médica imediata e são seguidas de tratamento fisioterápico.

    Obrigada pela leitura e até a próxima!

    Amanda Beloti é Fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Telefones: (32) 9135-4097 ou (32) 3211-4375. Email: amanda.beloti@yahoo.com.br

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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