Cal Coimbra Cal Coimbra 21/08/2008

As vantagens do implante coclear

Sabemos que a audição envolve a participação de redes neurais, bastante complexas, ainda não totalmente descobertas em suas pesquisas. Mas podemos considerar o implante coclear como o maior avanço em termos de recuperação auditiva aos que apresentam surdez severa e profunda e o Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), convencional, não consegue restabelecer a audição perdida de pessoas que contraíram surdez por uso de algum medicamento ototóxico, ou por doenças, como a meningite.

O implante coclear chegou para tentar substituir as funções da orelha interna, a cóclea, que leva impulsos neurais, codificados no córtex cerebral.

A partir de um ano de idade a criança ou ao adulto são avaliados por uma equipe interdisciplinar, que envolve a medicina, a assistência social, a psicologia e a Fonoaudiologia, ciência da comunicação humana, vem atuar na recuperação ou mesmo na habilitação comunicativa, com a fonoterapia em centros especializados, após a cirurgia do implante coclear, que é um dispositivo eletrônico.

Os melhores resultados são observados em crianças que ainda não falam, que estão na fase pré-lingüística, fase esta que culmina com a prevenção de futuras alterações de linguagem.

Nos adultos que já foram ouvintes e falantes, o prognóstico é também favorável no processo de recuperação da fala.

Embora o implante coclear ainda não atinja a todas as classes sociais, por ser uma cirurgia dispendiosa, acima de 50 mil reais, algumas cidades brasileiras, Natal, Campinas e São Paulo já recebem pacientes do SUS. Ainda chegaremos lá, permitindo a todos que necessitarem de nossa atenção profissional. Em Belo Horizonte a cirurgia ainda é paga pelo paciente.

Para o ato cirúrgico, o dispositivo é composto por duas partes. A interna, onde o dispositivo é inserido até a cóclea. Depois da cicatrização cirúrgica, é que se coloca um outro dispositivo do lado externo do ouvido, composto de microfone, que capta o som, um processador de fala e uma antena para transmitir o som, com dois cabos. A partir deste momento a pessoa começa a ouvir. É de fato fantástico! É hora da equipe estar pronta para receber a pessoa com uma nova vida, pronta para ouvir os sons que envolvem todos os ambientes que ela estará em contato a partir deste momento.


Cal Coimbra
é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia
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