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    Cal Coimbra Cal Coimbra 20/10/2008

    Dia de atenção à gagueira

    Nesta quarta-feira, dia 22 de outubro, dedicamos nosso trabalho ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira. A cada ano, temos tentado divulgar a gagueira para fortalecer a conscientização aos que, por um motivo, ou por outro, buscam soluções para tentar acabar com esse incômodo.

    Historicamente, a gagueira é um transtorno que acomete os humanos desde os primórdios, identificada em filósofos como Hipócrates e Aristóteles. Naquela época, considerava a língua grossa como causa. Mais tarde, tentou-se relacioná-la com problemas auditivos, lingüísticos, neurológicos ou psiquiátricos.

    Foto da logomarca do Dia Internacional à Gagueira A fluência da fala é o universo de comunicação em todos as pessoas, mas devemos considerá-la individualmente. Isto porque cada pessoa a internaliza a seu modo. O modo de comunicar-se é pessoal. Daí, o diagnóstico deve ser estudado separadamente em cada pessoa, e a empatia entre terapeuta e cliente é fundamental para o sucesso do tratamento.

    A falha no fluxo da comunicação pode causar ansiedade, que está sempre ligada diretamente à respiração, provocando a interrupção deste fluxo. O ciclo desse procedimento pode ser percebido no processo terapêutico como conscientização desde a percepção de como se gagueja até a possível mudança de comportamento ao longo do tratamento fonoaudiológico.

    Os sintomas estão nas repetições e prolongamentos de sílabas e palavras, acompanhados de tiques como tremores nos lábios, tensão na região do pescoço, alterações na velocidade de fala, freqüentes piscadas de olhos, por exemplo. O bloqueio respiratório é comum nesses sintomas. Trabalhar a coordenação respiratória associada à mudança de comportamento de comunicação costuma dar bons resultados.

    Em crianças, podemos diferenciar disfluência de gagueira: no processo de desenvolvimento da linguagem, é comum que as crianças repitam palavras, falem frases com mais rapidez, bloqueiem algumas palavras na tentativa de explicarem algum assunto. Se este comportamento verbal for compreendido, seguramente será passageiro e a fluência tomará conta de uma comunicação estável.

    Pois bem, no caso de se instalar a gagueira, a emoção conturbada é que tomará conta de todo esse processo comunicativo. O medo de falar de novo, após a tentativa de articular corretamente, é que será o cerne da questão. Daí,torna- se um ciclo repetitivo e aquela comunicação esperada já não acontecerá mais. O medo geralmente vem das pessoas que possam rir, imitar, ou da impaciência de ouvir a pessoa que gagueja falar.

    Consideramos a gagueira também como uma desordem sociomotora, porque a pessoa que gagueja, só o faz diante de pessoas que estão à sua frente. A sensação de que vai gaguejar. O constrangimento prejudica a tentativa da fala fluente e aí fica mais difícil a comunicação, motivo pelo qual o medo de falar em público é evidente nas pessoas que gaguejam. É motora porque altera o movimento da fala, a articulação fica bloqueada.

    Se você, e-leitor, se identifica com os sintomas e as razões apresentadas aqui, procure um fonoaudiólogo ou uma fonoaudióloga de sua confiança e comece a caminhar rumo à comunicação que possa lhe dar mais segurança e prazer ao falar.

    Sendo o 22 de outubro de 2008 o dia de atenção à gagueira, sugiro que façamos reflexões sobre as possibilidades de compreendermos melhor à pessoa com gagueira.


    Cal Coimbra
    é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia
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