Cal Coimbra Cal Coimbra 19/10/2010

A linguagem do corpo no estresse

Foto de uma pessoa estressadaSão as reações corporais de adaptação, de proteção, defensivas ou ofensivas, que sinalizam o estresse nos acontecimentos da vida cotidiana. Elas estão ligadas a distúrbios fisiológicos, que podem, por exemplo, levar à necessidade anormal de comer (bulimia) ou de não comer (anorexia) etc.

Estresse quer dizer a ação de uma força sobre uma estrutura. Ocorre, porém, que cada estímulo (força) precisa ser decodificado pela pessoa (estrutura) que o recebe, a fim de que possa elaborar sua resposta.

Na visão psicofisiológica, sintomas é a expressão de um conteúdo psíquico na linguagem do corpo. Cada órgão ou sistema de órgãos pode expressar a angústia ou a depressão por meio de sintomas que escamoteiam o afeto, chegando a alterar o comportamento e a comunicação em casos importantes de estresse.

Os estudos diversos sobre o estresse demonstram que estímulos emocionais crônicos acarretam distúrbios funcionais e lesão, assim como estímulos crônicos de natureza infecciosa, tóxica ou traumática. Entretanto, parece cada dia mais claro que cada caso é um caso. Cada pessoa reage ao estresse de acordo com suas condições corporais diversas. Como a decodificação varia de pessoa para pessoa, um mesmo estímulo não causa necessariamente estresse em outra.

A importância de lidar com as emoções

O importante é desenvolver nossa Inteligência Emocional, a fim de melhorar, por esse caminho, os relacionamentos humanos e ajudar grande parte de pessoas que têm vivido à base de impulsos.

Na antiguidade, segundo a tradição, Aristóteles dizia: qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa, não é fácil. Parece que hoje já é possível pelo menos tentar, experimentar, conseguir.

Os psicólogos que se dedicam a descobrir o que se deve fazer para viver a vida de modo bem sucedido identificaram cinco domínios da inteligência emocional:

1. AUTOCONSCIÊNCIA

  • Reconhecer um sentimento quando ocorre
  • Saber confortar-se
  • Livrar-se da ansiedade, da tristeza, da irritabilidade

2. MOTIVAR-SE: saber colocar as emoções a serviço de um objetivo é essencial para:

  • Prestar atenção
  • Ser competente no que faz
  • Ser criativo

3. AUTOCONTROLE EMOCIONAL: isto é, ser capaz de adiar uma satisfação e reprimir a impulsividade
4. RECONHECER EMOÇÕES NOS OUTROS
5. ESTABELECER RELACIONAMENTOS

A capacidade intelectual e a inteligência emocional são parceiras complementares na vida mental. Só que a capacidade intelectual não pode resolver os problemas da vida emocional. Já o desenvolvimento da inteligência emocional faz aumentar o rendimento da vida intelectual, o saber viver para qualificar a vida pessoal, longe do peso do estresse.

 

*Trechos retirados da tese de doutorado desta colunista, intitulada Relação entre Psicossomática e Disfonia Comportamental – UMSA-2006.



Cal Coimbra
é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia
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