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    Cal Coimbra Cal Coimbra 22/5/2012

    As vogais são a beleza da voz

    IlustraçãoA vogal parece simples no conjunto dos outros sons da fala. Parece, mas não é tão simples, pelo contrário, ela é o resultado de vários movimentos das pregas vocais, que nos dão a característica sonora da voz.

    Diferente das consoantes, as vogais dão o colorido, a clareza, o brilho, a tonalidade e todos os efeitos belos quando falamos. As consoantes são efeitos articulatórios, mas as vogais são efeitos vocais, sonoros. Nas consoantes ouvimos efeitos explosivos, como o som do /p/, e implosivos, como o /b/, por exemplo.

    Cada vogal tem um movimento de abertura de boca e posição da língua. Esses movimentos são combinados entre si para dar o efeito do tom da voz. Essas orientações, o cliente vai obter e exercitar, quando necessário na fonoterapia. A conscientização da importância da dinâmica da fala passa pelas orientações constantes das posições corretas de cada vogal durante a fonação. A abertura da boca e os movimentos dos lábios fundamentam as belas vozes, quando usam adequadamente essas características. Vejamos:

    Do ponto de vista acústico, /a/ /é/ /ê/ /i/ /ó/ /ô/ /u/.

    A vogal /a/ tem o efeito claro, enquanto as vogais /u/ /ô/ /ó/ são de efeito escuro. A combinação desses efeitos vai colorir a sonoridade quando falamos. Os /ê/ e /i/ podem ser considerados semifechados, assim como o /é/, semiaberto. Esse fenômeno acontece pelas posições de boca e da língua que eles exigem.

    Ao emitirmos a voz, podemos pensar em três momentos do som vocálico: o INÍCIO do som, o CORPO do som e o FIM do som. Para isso, estão presentes a respiração, a condução do sopro e a localização final que vai imprimir este som. Os poetas em alguns momentos de seus versos usam determinadas vogais para criar um clima especial.

    Como informa Edmée Brandi em sua obra Educação da voz falada, existe correspondência entre sons e cores e as vogais evocam luzes coloridas.

    Para ela, o /ó/ brilha como farol dentro da noite, tanto quanto a luminosidade avermelhada do sol.

    O /a/ é álacre, mais vasto, brilha como um astro; quando bem sonoro, é mais que um astro, é uma galáxia.

    O /ô/ é roxo e o /u/ é noturno, azul-escuro.

    O /i/ fino, tem brilho, penetrante, e como corisco, parece penetrar como raio laser.

    O /é/ amarelo, escancarado, claro. O /ê/ é verde, fresco e suave como um campo orvalhado ao amanhecer.

    Parece fácil falar, não é? Mas pense na possibilidade de você falar melhor.

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    Cal Coimbra
    é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia.

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