Atividades para os idosos em tempo de pandemia


Geraldo Heleno 12/05/2020

Durante o confinamento por conta do COVID-19, a prática de atividades físicas é justamente uma das mais recomendadas por especialistas por seus benefícios para o sistema imunológico. Atualmente, o exercício físico é mundialmente reconhecido como meio de promoção da saúde e qualidade de vida, sendo celebrado como uma das principais estratégias de intervenção não farmacológica e de baixo custo para a prevenção de doenças e enfermidades na terceira idade.

Como forma de ajudar, preparei alguns conteúdos de treinamento específicos para os idosos, que tem como foco central a mobilidade e o fortalecimento da musculatura, visando, pura e simplesmente, a saúde.

O maior desafio para esse público é a barreira tecnológica somada ao fato de não poderem sair de casa. Aqueles que já estão conseguindo se conectar estão adorando as aulas e também passou a ser um ponto de encontro durante a quarentena.

A atividade física para os idosos precisa ser pensada com muita cautela, principalmente quando utilizamos as redes sociais para difundi-las. Os idosos ativos podem viver mais e com uma qualidade de vida melhor. A prática regular de exercícios físicos proporciona mobilidade, independência, autonomia e melhora o bem estar, além de reduzir os custos com tratamento de doenças e prevenir de eventos indesejados como as quedas.

Alguns cuidados que devemos adotar para os treinos para os idosos:

1. Não deixar de realizar o aquecimento e a volta à calma (finalização do treinamento);
2. Esperar pelo menos 2 horas depois de cada refeição antes da prática;
3. Se possível, monitorar variáveis (Frequência cardíaca, Pressão Arterial e Glicemia) antes, durante e após o exercício;
4. Manter a hidratação;
5. Exercitar em frente a um espelho para minimizar os erros;
6. Familiarização do espaço da prática para evitar possíveis acidentes;
7. Utilizar roupas e sapatos adequados;
8. Ao sinal de QUALQUER sintoma (tontura, falta de ar, náuseas, dor), interromper o exercício imediatamente.

Quando comparamos um idoso que fica mais tempo apenas na posição sentada com outro que realiza prática de exercícios regulares de intensidade moderada, conseguimos associar uma melhora na função imune de quem se exercita, tanto aguda (logo após), quanto crônica (ao longo do tempo). Ele terá menos chance de infecções, entre 18% e 67%, além da diminuição do estresse e ansiedade, principalmente quando realizado os exercícios aeróbicos. Alguns artigos indicam que a cada 30 minutos sentado, precisa-se de 3 minutos ativos para manter a condição física.

Neste período de quarentena, de acordo com o novo posicionamento da Associação Nacional de Força e Condicionamento (NSCA, 2019), sobre Treinamento de Força para Idosos, a prescrição deve ser individualizada e periodizada, considerando as seguintes séries por exercício, 1 a 2 exercícios para os principais grandes grupamentos musculares (6-10 exercícios totais), 2 a 3 vezes por semana. Realizar os exercícios de forma alternada (membro superior e depois inferior), lembrando que os funcionais como Agachamento (sentar e levantar), Panturrilha (ponta dos pés), equilíbrio (andar sobre linha), entre outros, não devem ser negligenciados.

Não deixe nossos idosos parados, se cuidem.

Espero ter ajudado e aguardo vocês na próxima coluna.

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