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    Sobre o calar...   

    Nome do Colunista Ana Pernisa 4/04/2018

    Começo esse texto de hoje, dando um oi a vocês e, dizendo que depois de muito tempo calada, trago nesse texto algumas observações deste período que gostaria de compartilhar aqui, enquanto escrevo esse artigo.

    Sabe, muitas vezes, vamos seguindo a vida a toque de caixa, até que uma hora, não há outra opção se não parar. Talvez, não por conta própria, mas porque a vida traz desafios onde sentimos a necessidade crucial de nos  darmos um tempo. E, foi assim que aconteceu comigo. Precisei me recolher, entre outras coisas, e dar uma pausa.  Precisei calar a voz de fora, para me escutar e afinar a de dentro. Parar, dentro do que foi possível para elaborar e arrumar minha “casa interna”. 

    Como tenho a tendência de transformar tudo em aprendizado,  nesse olhar,  fui percebendo o quanto teimo em resistir a esses momentos de pausa, que podem ser de tanta riqueza! Calar pode ser uma experiência de muitas descobertas e auto observação e se  ouvir com mais  clareza e olhar para as situações de forma diferente.

    Parei, calei e pausei, aguardando. Até que encontrei um pequeno texto, postado no Facebook, escrito por Edna,  que ressoou em mim e me inspirou a escrever sobre esse assunto.

    “Há  um ditado que diz: Quem cala consente... Porém a vida me ensinou que muitas das vezes o silêncio é a arma mais valiosa; calar-se diante de uma discussão evita desgastes emocionais. Posso afirmar a todos que cada vez que me calei, julguei me sábia, pois, tomei decisões favoráveis a mim mesma.” (Edna Zavon).

    O calar muitas vezes nos permite assimilar, nos observar, nos refazer.  Um momento de nos suspender para  refletir e sentir os processos e, quem sabe, seguir o caminho com mais assertividade e equilíbrio.

    Nesse tempo que fiquei quieta,  tenho aprendido a pausar dando o tempo necessário para que as respostas possam surgir entendendo que é assim que ocorre esse encontro interno.

    Observei que  calar serve  para apurar os sentidos, para curar, para se encontrar, corrigir percursos, principalmente quando não é salutar responder a  um impulso. Calar abre as portas para o encontro  com a sabedoria, com a vida que mora em nosso interior  mas, que esta  abafada pelas vozes da correria, que permeia nossos dias sem pausas.

    É importante buscar esse tempo para se  conectar com a essência, a verdade, sem máscaras, num convite de busca  e reencontro nesse  contato conosco, nos dando a chance de um novo olhar e evitar se expressar quando não se tem um sentido nas respostas.

    Já pensaram quantas possibilidades se abrem quando alimentamos o silêncio? Quantas percepções podem  habitar nesse simples ato?

    Existe uma regra de trânsito que diz: em caso de dúvida, pare! Eu aprendi, nesse período, uma regra de alma: em caso de não saber o que sente ou se expressar, cale-se sem medo!

    Calar não é afronta, é direito! Nesse mundo das palavras vazias lançadas ao léu ou, de promessas que iludem, é preciso calar para se achar o sentido do que nos cerca.

    Sim! Calar para gerar contato e conexão com o que importa para nossa vida.

    No entanto, há de se ter paciência com o tempo das respostas e  acolher o nosso tempo de calar e o do outro. Há de se ter um olhar além do incômodo que o silêncio nos traz, para podermos desenvolver a capacidade  de aguçar os sentidos para o olhar, o ouvir e o sentir além das palavras não ditas... Sentir além de nós e dos nossos preconceitos e julgamentos. Olhar para além do outro, para o espaço de possibilidades que surgem além das palavras e  das reações imediatas.

    É salutar quando podemos calar  quando a ferida sangra, quando falar dói, quando nos sentimos impossibilidades de manifestar nossa vontade e verdade, quando o argumento não alcança o ouvido do outro que está contaminado por suas crenças valores ou desconfiança.

    Calar, quando a vida nos convida a uma  pausa e ao recolhimento para descansar a alma e,  se essencial para não ferir, não romper ou para não se ferir sem necessidade.

    Enfim, tantos calares contém um calar,  tantos significados embutidos e não ouvidos.

    Mas como fazer isso? Muitas vezes, precisamos apenas ter a oportunidade de nos retirar um pouco da agitação cotidiana para escutar nossa demanda interna.

    Quantas vezes, estamos no corre corre,  cheio de estímulos  externos, e tomados atitudes sem verificar os caminhos tomados, nos afastando do nosso desejo real. E aí o nosso Ser escorre de nós e perdemos a paz. Pause! Respire! Pare e se pergunte! O que de fato importa? Vale a pena investir tanto nisso? O amor  está presente naquilo que faço? O que precisa ser olhado? Essas respostas só surgem quando as pausas se fazem, no tempo necessário, para que elas cheguem.

    É preciso treinar dar  pequenas  pausas entre as respostas aos estímulos imediatos que nos afastam do ouvir o nosso desejo interno. Se preciso, solicitar  um tempo. O tempo necessário para poder se olhar e buscar o seu caminho de verdade. E, não se surpreenda se a a resposta  estiver fora da profissão que você pratica,  de uma convivência,  de um grupo de pessoas que frequenta, dos  rumos que toma na vida  seguindo os impulsos sem se questionar e ouvir suas respostas.  

    Divido com você alguns dos  questionamentos que eu mesma  me fiz:

    Já parou para observar esse processo em você? 

    Você tem necessidade de se calar? Acolhe ou foge desse momento?

    Já parou para refletir sobre isso?

    O que te faz calar? Como é para você lidar com o seu calar ou o do outro?    

    Você tem praticado o calar para escutar-se ou tem ido no impulso da vida, seguindo sem sentir?

    Para para perguntar onde está a sua verdade e cala para escutar a resposta, ou não? 

    Onde está o seu termômetro de vida, dos seus atos?

    Onde encontrar essas respostas?

    A não ser quando nos silenciamos internamente para ouvi-las     não as acharemos em outro lugar.  Precisamos refletir, criar pausas que nos permita escutar o nosso íntimo, a nossa verdade,  o que de fato tem haver com conosco e que nos  gera  equilíbrio e harmonia. Só em nós estão as respostas!!!   

    O convite é: silencie. Cale-se (5 minutos, 10, o tempo que puder)  e convide a sua verdadeira voz a responder suas questões e se permita criar a  disponibilidade e coragem para aguardar.

    Pense nisso, compartilhe suas impressões, aguardo por você!

    Ótimo dia!
    Um beijo carinhoso e até breve!

    Ana Pernisa é Psicóloga, Pedagoga, Coach e Consteladora Familiar. Idealizadora do Grupo Terapêutico Companhia de Mulheres. Estudiosa e interessada em assuntos que possibilitam e sejam facilitadores ao desenvolvimento pessoal e profissional.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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