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    Sobre a diferença da paixão e do amor verdadeiro

    Nome do Colunista Ana Pernisa 28/06/2019

    Aproveitando o mês dos Namorados, resolvi dar sequência ao assunto do ano passado.

    O ano passado, escrevi sobre o que penso ser o amor verdadeiro... Hoje, escrevo um pouco sobre paixão, fazendo um paralelo com o texto de 2018.

    Busquei significado de paixão, via dicionário do Google. "Paixão: sentimento, gosto ou amor intensos a ponto de ofuscar a razão."

    Ah, sim, a paixão!

    Cheia de adrenalina e sentimentos extremos, trata-se de um sentimento forte e é movido pelo desejo imediato de concretude.

    Paixão, um sentimento de urgência misturada com uma fissura que cega os olhos e instintos, agindo como uma lava que queima e incendeia. Desejo de posse, de parte, do que consome.

    Ela se confunde com outros sentimentos e nos confunde! Vem maquiada de uma beleza, mas com pouca profundidade.

    Em nome dela, é possível passar por cima de situações que só quem entende, e vive, vê lógica.

    Com a experiência de vida e, para os mais avisados e vacinados, com o tempo, esses passam a saber que se deixar dominar por ela, possivelmente, se pagará um  alto preço por não pensar antes de dar vazão a tal força. Aos mais afoitos, antes de grandes e drásticas medidas é aconselhável parar um pouco e analisar o contexto. Buscar ver o antes, o durante e o depois de se ceder a tal proeza.

    Entenda...

    Enquanto o amor cria raízes, a paixão é rasa e pode evaporar com a mesma rapidez que surge, pois está devidamente alimentada por artimanhas de sedução, podendo gerar danos complicados, conforme a situação. Pouca consistência possui, além dela mesma. É como o canto da sereia que fascina e afunda, logo  que o sentimento se esvai e no próprio desafio se evapora.

    Quem se move só pela paixão, passado um tempo, a atenção muda de foco e logo precisa se saciar buscando outras bandas, pois o preenchimento é vago e a saciedade vem muito rápido. Como não há um bom alicerce, algo em si, já apodrece.

    Na paixão, após um tempo, a graça  se perde, o tédio se faz, a maquiagem se escoe e a verdade não interessa. E, convivência rotineira, em vez de alimentar, desgasta e uma vontade de ir embora se faz e jaz, fulgaz. A ilusão do momento é que a alimenta e qualquer inconveniente é motivo de afastamento.

    Para quem busca um sentimento verdadeiro, ela não é uma boa conselheira. Pois, assim que o show da paixão acaba e as cortinas se fecham, só resta a vontade de sair correndo desse palco, jogando tudo para o alto já que  o que a sustenta é muito tênue como a duração do espetáculo cujo bastidores a poucos interessa.

    No amor, a paixão pode ser um ingrediente, mas não o prato principal. A paixão faz parte, mas a relação é alimentada de outras nuances e temperos como pitadas de cumplicidade, troca, companheirismo, crescimento, afeto, carinho, amizade e vontade de permanência.

    Diferente da paixão, o amor sendo verdadeiro, deseja o outro por inteiro e não por partes. Também se deseja ser inteiro e não que o outro o complete. Ele quer ficar, desacelerar, curtir, compartilhar e vibrar. O amor se renova no próprio desejo do relacionamento que o permeia.

    Ele é capaz de esperar, por não ser só movido por instantes ou comichões. Não faz força para existir. Ele simplesmente é. Ele existe e pronto.

    Se tem dúvida entre  o amor e a paixão, alguns sinais fazem a diferença.

    Se por um lado, para o verdadeiro amor, o tempo não apaga; para o falso, se desgasta. Se ele precisa adormecer por ainda não se poder viver, basta uma possibilidade, que  ele volta a florescer. Já a paixão, ao tempo não resiste e pela distância, ela não persiste. Ela não se sustenta e não aguenta e uma hora, corre, se prendendo a outro que por seus olhos percorre. Corre em busca de outros caminhos para preencher o vazio que nela se faz.

    Amor verdadeiro não tem como ser negado, uma vez encontrado é incapaz de ser confundido, pois transborda em cada gesto, olhar e, por mais que se queira, não consegue ser esquecido.

    Outra diferença é que o amor, por ser amor, é capaz de se partir para poder libertar o outro e deixá-lo ir. O amor tem o dom de se recolher, se distanciar,  não perseguir. Ele só almeja estar, onde o outro possa ser feliz, sendo do seu lado ou não. Ele aceita as escolhas e não força estar nelas. Ele é capaz de  partir para terras mais distantes dentro de si mesmo, se fechar para balanço e ser fo impossível de vivenciar, não há arrependimento do sentir. Já a paixão, conforme o grau, se ainda presente, pode  ficar inconveniente. Se incandescente, quer forçar, denegrir, confunde o outro com posse, pode gerar perseguição.  Contrariada, muitas chegam a ser passional e até causar mal.

    Por isso, é preciso atenção, pois caso seja assim, está longe de ser amor verdadeiro e sim, obsessão. E aí, um conselho fica aqui: há de se buscar de orientação e cuidado para que algo não fique por demais inflamado.

    Após recado dado, deixo aqui nesse período dos Enamorados, questões para reflexões: 

    O que vive é amor ou paixão? Já viveu um amor verdadeiro? Consegue perceber e distinguir as nuances do seu sentimento?

    O convite é conhecer e se olhar para poder fazer suas escolhas e tomar as atitudes para que possa cuidar de si mesmo e poder traçar uma boa jornada na estrada do que deseja viver sobre o Amor!

    Ótimo dia!

    Um beijo carinhoso.

    Ana Pernisa é Psicóloga, Pedagoga, Coach e Consteladora Familiar. Idealizadora do Grupo Terapêutico Companhia do Ser. Estudiosa e interessada em assuntos que possibilitam e sejam facilitadores ao desenvolvimento pessoal e profissional.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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