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    O conhecimento do ser humano

    Nome do Colunista André Salles 4/09/2017

    A maioria dos seres humanos coloca tanta ênfase mental no mundo externo, físico-visível, que percebe muito pouco sua própria natureza interna: aquilo que tem dentro de si mesmo como essência e como potencialidade. Tem dificuldade em separar (perceber) o que é do mundo psicológico [do âmbito do SENTIR] e o que é do mundo físico [do âmbito da SENSAÇÃO, do visível – corpo físico]. Refletir sobre si mesmo é um dos pressupostos da Psicologia que, na atualidade, é realizado com a ajuda de um Terapeuta Profissional. A psicosofia, então, pode nos ajudar, com propriedade, a direcionar nossos olhares para dentro de nós mesmos se devidamente orientada.

    O termo consciência de ‘meu lugar’, usado em nosso diálogo anterior, não é algo difícil de compreender. Diríamos que se trata de um pequeno deslizante de algo essencial que está na natureza humana: a consciência do “Eu”. Eu me expresso no mundo a partir da consciência de meu Eu. Em síntese, ainda sem poder explicar muito bem, é a “consciência do Eu”, – a consciência que tenho de minha natureza, como corpo, alma e espírito (reportando à parte da psicosofia de Rudolf Steiner), que pode fazer uma diferença. É importante para o ser vivente se ele ‘sabe’ quem ele é ou se ele não sabe quem ele é. Se ele conhece sua natureza complexa ou se ele não a conhece. Os caminhos para este conhecimento são variados e multifacetados, já sabemos. Todo cuidado na escolha e no tratamento do caminho escolhido é necessário em nosso mundo global onde reina multiplicidades e falta de centralização.

    Rudolf Steiner, o Pai da Antroposofia, afirmou que é possível ajudar a edificar o conhecimento de si mesmo através do conhecimento contido nos livros. Isto que dizer que, de alguma forma, o conhecimento racional desempenha um papel, também importante, no desenvolvimento da natureza humana. ´A compreensão da verdade já existe em todo ser humano - disse Rudolf Steiner. Temos aqui uma chave para nos tornarmos positivos e diretivos na vida e atrair todos os benefícios que ela nos propicia, sem radicalizações, pois o mundo racional do ser humano não é o único, embora na atualidade seja fácil observar sua “prevalência”, o tempo todo nos dizendo que ele é científico, certo e comprovado. Tenha bem claro o termo que usamos: de alguma forma. Não adianta muito você ser conhecedor e um leitor hábil de grande parte dos livros do mundo, ter uma memória fabulosa, um intelectual de alto QI, por exemplo, pois isto não o torna capaz de ser conhecedor da própria natureza.

    A partir da tomada de consciência de nossa própria natureza, toda a vida pode se expressar com mais leveza. Como exemplo, não há como eu falar ou fazer algo que não esteja em minha natureza essencial. Eu expresso, no mundo, exatamente aquilo que eu possuo em minha complexa natureza humana. Esta capacidade de conhecer a própria essência se constitui em um dos objetivos dos escritos formulados por Rudolf Steiner em a Psicosofia. Sim, Rudolf Steiner, quando da elaboração da psicosofia estava trabalhando sob a linha do conhecimento. Queria nos doar “parte de seu conhecimento”. Assim sendo, podemos arriscar e dizer que a Psicosofia de Rudolf Steiner foi escrita como uma possibilidade de ajuda a todo ser vivente, no sentido de dar a ele a oportunidade do conhecimento de uma parte de sua própria natureza. Aquela parte que remete à simpatia e à antipatia em todos nós.

    A Psicosofia [Psicologia] de Rudolf Steiner se constitui no ser humano, em uma das “partes esquecidas” inserida na complexa natureza humana que precisa ser reconquistada, junto às demais partes, e trazida à consciência de vigília. Em resumo, se eu sei quem eu sou em essência, então eu tenho consciência de ‘meu lugar’ – eu falo e me expresso a partir deste lugar e, se eu tenho consciência de meu lugar no mundo, eu sou capaz de centralizar esforços na expressão positiva e consciente de minha natureza humana em todas as dimensões sem dizer que ‘estou certo ou errado’. A Arte tem aqui seu representante de fato. A expressão de cada vida humana depende muito daquilo que está configurado em cada essência individualmente. Todo ser humano pensa, mas também é capaz de sentir, de ser inspirado.

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