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  • Escola alerta alunos sobre os cuidados contra a dengue Através de uma forma lúdica, a Escola Municipal Maria
    José Villela orienta as crianças e seus familiares



    Renata Solano
    *Colaboração

    Preocupada com a dengue, a comunidade acadêmica da Escola Municipal Maria José Villela resolveu trabalhar com o tema junto aos alunos e aos familiares das crianças. Segundo uma das organizadoras do evento Eneida Gomes Tolentino, com a proximidade de Juiz de Fora do Rio de Janeiro e com a epidemia que está acontecendo na cidade carioca, tornou-se necessário ensinar medidas aos estudantes.

    A escola trabalha com alunos de quatro e cinco anos e, por isso, Eneida comenta que não tem sentido fazer um trabalho só com os alunos. "Nossa ação não ia ser tão forte se fizéssemos apenas um trabalho com as crianças, por isso, paralelamente, buscamos meios de conscientizar os familiares também", comenta.

    Segundo a diretora do colégio, Marcelle Castellano (foto abaixo, à esquerda), é preciso unir educação e saúde. "É preciso trabalhar meios acessíveis para conscientizar os alunos do 1º e do 2º período sobre os perigos da dengue, por isso a forma lúdica, através da encenação de uma peça teatral escrita pela professora Eneida, é mais eficaz no ensino dos pequenos. Dessa forma, formamos multiplicadores de ações preventivas que levam para casa o que aprendem de importante na escola", afirma.

    foto de panfletos contra a dengue foto de cartaz contra a dengue com as professoras Marcelle e Ezabel foto de mural com informações sobre a dengue

    Eneida fala que escreveu a peça com o que julga importante para os alunos aprenderem a respeito da dengue como sintomas da doença, prevenção e eliminação dos focos de proliferação do mosquito responsável pela doença, o Aedes Aegypti. "De forma divertida contei a história de uma mulher que catava lixo reciclável, mas não tomava cuidado na hora de armazenar o material, por isso, o mosquito da dengue proliferou e picou seu filho que ficou doente. Através da peça, o próprio mosquito mostra a indecisão de onde colocar seus ovos, pois havia muitos lugares para fazer isso e apontava, mostrando para as crianças, os principais focos", conta.

    Depois da peça de teatro, a escola organizou uma palestra ministrada pela pediatra Maria de Fátima Castellano Ranção para orientar os pais sobre o mosquito e a doença que ele transmite. Além disso, a médica distribuiu panfletos educativos confeccionados pelo MInistério da Saúde e pela Secretaria de Saúde do Estado.

    foto das crianças assistindo à peça teatral foto de alunos segurando cartazes contra a dengue com professoras foto das crianças assistindo à peça teatral

    Segundo Eneida, depois do teatro, as crianças se reuniram com os professores e montaram uma cartilha informativa para a campanha. "Através do texto coletivo, ou seja, através do que as crianças contavam sobre o que lembravam da peça teatral, os professores iam escrevendo um texto com tópicos importantes sobre sintomas da doença, prevenção e cuidados sobre os focos da dengue. Assim, o professor digitalizou o texto e deixou um espaço para que o aluno fizesse uma ilustração sobre o assunto em foco. O panfleto foi entregue no dia da apresentação e da palestra para os pais junto com os panfletos oficiais", descreve.

    foto das crianças assistindo à peça teatral Para a coordenadora da escola Ezabel Cristina Dore Lage, o evento foi muito importante para que as crianças, como seres sociais, interajam com a realidade e com o que está acontecendo no mundo.

    "Essa ação faz parte de um projeto político pedagógico da escola que busca trabalhar a educação e a saúde juntas e tem o intuito de aproximar também a família do ambiente escolar. Por isso, sempre buscamos temas em evidência no cotidiano e na realidade dessas crianças. A dengue está em destaque na sociedade e ela vêem isso o tempo inteiro na televisão", comenta.

    Ezabel diz que já sente o resultado da campanha que realizaram na escola sobre a prevenção do mosquito da dengue e sobre a detecção da doença. "Hoje mesmo, a mãe de um aluno comentou que passou o feriado arrumando o terraço, pois o filho chamou a atenção para algumas coisas erradas como vasinhos de planta com água parada, por exemplo", conta.

    *Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF



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