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    Demanda por doação de plaquetas em JF é diária A grande demanda pelas plaquetas coletadas pelo hemocentro de Juiz de Fora é de pacientes com neoplasia, transplantados e que passaram por operação cardíaca



    Priscila Magalhães
    Repórter
    12/05/2008

    Falar em transfusão de plaquetas se tornou comum durante a epidemia de dengue, já que um sinal indicativo da doença em seu estágio mais grave é a baixa quantidade de plaquetas na corrente sangüínea, chamada plaquetopemia. O Hemocentro Regional de Juiz de Fora informou que não houve alteração na demanda de plaquetas, na cidade, em função da dengue.

    Segundo a hematologista Andréa de Magalhães Nicolato, o estoque do hemocentro está ideal, mas pede a ajuda da população. "É bom que as doações continuem, porque temos demanda o dia todo", diz ela, lembrando que a unidade atende 36 cidades da região de Juiz de Fora.

    Segundo a médica, o maior número de plaquetas coletadas pelo Hemominas é demandada por pacientes com neoplasia em tratamento de quimioterapia, pelos que passaram por transplante de medula óssea e os submetidos a cirurgia cardíaca.

    Além destas, a transfusão é indicada para casos como os de plaquetopemia severa, com sangramento, quando há uso de medicação causadora de dano na medula e de sangramento por infecção, como nos casos de dengue. As plaquetas participam no processo de coagulação sangüínea e sua função principal é a formação de coágulos. "Assim, elas evitam a perda de sangue e conservam a integridade do sistema circulatório".

    Coleta

    foto de pessoa doando sangue As plaquetas são coletadas em uma doação de sangue normal. A médica explica que o sangue passa por um procedimento que separa as hemácias e o plasma, de onde as plaquetas são retiradas.

    O hemocentro faz essa separação de acordo com a necessidade diária e a partir do que foi utilizado no dia anterior. Isso acontece, porque o concentrado de plaquetas têm validade de apenas cinco dias, enquanto o de hemácias dura 35.

    Além dessa dificuldade, o paciente que demanda plaquetas, vai precisar de maior quantidade do que se a necessidade fosse por hemácias. "Um concentrado de plaquetas é usado para cada dez quilos de peso. Dessa forma, para uma pessoa com 80 quilos, é necessário, no mínimo, oito concentrados de plaquetas, ou seja, oito doadores", explica. Isso acontece, porque a hemoglobina sobe mais rápido com as hemácias.

    foto de Andréa Nicolato Um outro método para retirar as células da corrente sanguínea é a doação de plaquetas por aférese. Porém, este método só é utilizado para doadores já cadastrados no hemocentro. "Através deste método é possível retirar só as plaquetas do sangue do doador", explica. O doador é colocado em uma máquina que calcula, através do peso e da quantidade de plaquetas que ele possui, o número que ele pode doar.

    As plaquetas são produzidas na medula óssea e a plaquetopemia é causada pela não fabricação das células, chamada aplasia medular, pela infiltração por células malígnas, por alguns medicamentos, como os de quimioterapia, antibióticos, anti-convulsivantes e heparinas. Andréa orienta que, em caso de dúvidas, é necessário procurar um médico.

    Para detectar a quantidade de plaquetas que uma pessoa possui, o ideal, segundo Andréa, é fazer o exame de sangue. "É só pedir, ao médico, hemograma comum". Segundo ela, o número de plaquetas ideal, no organismo, é o que está entre 150 mil e 450 mil.



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