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    Segunda-feira, 07 de julho de 2008, atualizada às 17h25

    Juiz de Fora oferece serviços de referência no combate à hanseníase. No HU são atendidas cerca de 30 pessoas em controle da doença



    Daniele Gruppi
    Repórter

    Com o objetivo de reduzir o número de casos da hanseníase, o Ministério da Saúde lança nesta semana uma cartilha com informações sobre prevenção e tratamento da doença. Em Juiz de Fora, a Secretaria Municipal de Saúde registrou, em 2007, 24 casos e diz não ter o relatório da incidência este ano, já que o fechamento é feito todo final de ano.

    Segundo a assessoria da Secretaria, a cidade possui um serviço direcionado ao tratamento através de consultas, curativos, fornecimento de medicamentos e encaminhamento de pacientes para fisioterapia na prevenção de seqüelas. O serviço conta com uma equipe formada por médicos especialistas, enfermeiro, assistente-social e auxiliar de enfermagem.

    O Hospital Universitário (HU), através do Centro de Referência em Reabilitação e Tratamento da Hanseníase da Zona da Mata, oferece tratamento gratuito aos portadores da doença, através de atendimento ambulatorial, dispensação de medicamentos até o acompanhamento durante o período chamado de reação – após a cura e alta medicamentosa, o paciente continua em observação pelo prazo de cinco anos.

    O atendimento ambulatorial é feito na unidade Dom Bosco. Às quartas-feiras é destinado aos usuários em controle à doença e às sextas aos usuários em reação. Além disso, fazem reuniões temáticas com grupos de pessoas em tratamento, ou em fase de reabilitação e seus acompanhantes. Os encontros acontecem sempre às últimas quarta-feiras do mês, na unidade Santa Catarina.

    Segundo Anna Cláudia Rodrigues Alves, coordenadora do projeto de extensão do HU Atenção interdisciplinar aos pacientes em controle de Hanseníase: uma proposta de educação para a saúde, no Hospital existem, atualmente, de 20 a 30 pacientes em controle.

    Anna Cláudia afirma que o Brasil é o segundo país com maior incidência da hanseníase. A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que provoca manchas brancas ou vermelhas insensíveis à dor e ao calor. Entretanto, Ana Claúdia alerta para outros sintomas. "A bactéria atua no comprometimento dos nervos. Dormência nas extremidades pode ser sentida ou qualquer alteração na sensibilidade".

    O diagnóstico precoce pode evitar o aparecimento de nódulos, caroços e feridas. A hanseníase é uma doença transmitida pelo contato íntimo e prolongado com um portador que possua a forma contagiosa da doença. Anna Cláudia afirma que 10% da população brasileira é suscetível à doença.

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