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    Campanha de prevenção a quedas na terceira idade Estima-se que 30% das pessoas acima de 65 anos sofrem
    quedas ao menos uma vez por ano no Brasil

    As informações abaixo foram enviadas pela
    Diretoria de Comunicação da UFJF
    25/09/2008

    Um grupo de 13 estudantes da Liga Acadêmica de Otorrinolaringologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participa, neste sábado, 27 de setembro, pela primeira vez, da Campanha Nacional de Prevenção a Quedas na Terceira Idade.

    O evento marca o Dia Nacional do Idoso, e a Sociedade Brasileira de Otologia (SOB) realiza, em paralelo, o Dia de atendimento ao idoso com tontura. A Liga, coordenada pelo Chefe do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) HU/CAS e da Disciplina de ORL do curso de Medicina, professor Jeronymo Enéas Mescolin, é composta pelos acadêmicos Victor César de Souza Valle, Aline Halfeld Fernandes, Cristiana Silva do Mello, Leilane Vieira da Costa, Vanessa Vieira Cordeiro, Carolina Cumani Toledo, Natalia Mello do Vale, Fabiane Corbelli Robert, Marina de Sá Pittondo, Maria Fernanda Bessa Peres (Presidente), Ludmila Franco, Melina Junqueira e Clara Silveira.

    As quedas na terceira idade são as principais causas de morte acidental em pessoas com mais de 65 anos. Estima-se que 30% das pessoas acima dessa faixa etária sofrem quedas ao menos uma vez por ano no Brasil. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas de 75 anos ou mais. A queda é responsável por 70% dessa mortalidade.

    A preocupação se justifica na medida em que as estimativas apontam que, em 2025, o Brasil poderá contar com 31,8 milhões de habitantes com 60 anos ou mais, e ocupará o 6° lugar no mundo em contingente de idosos.

    Preocupada com esses números, a SBO pretende orientar a população para a prevenção do problema. A campanha tem o objetivo de melhorar as atividades de prevenção das quedas, a fim de interromper a cadeia de eventos antes de sua ocorrência e/ou minimizar os efeitos nocivos subseqüentes. "Estamos fazendo com que as pessoas identifiquem e eliminem os principais fatores de risco" afirma o médico.

    De acordo com os levantamentos, cerca de 60% das quedas ocorrem em casa, durante as atividades diárias e 25% delas são resultantes de "perigos domésticos", como pisos escorregadios, pouca luminosidade e disposição inadequada de móveis. O trajeto quarto-banheiro, principalmente a noite, é considerado o de maior risco na moradia.

    Os distúrbios do equilíbrio estão entre os principais fatores de risco que originam quedas na população idosa, segundo o professor Mescolin. Com o envelhecimento, ocorre um desgaste nas estruturas do labirinto, causando a tontura, que é uma das situações que mais limita a vida do idoso. A tontura pode acometer indivíduos em todas as idades, sendo mais freqüente na terceira idade.

    De acordo com os coordenadores, cerca de 20% das pessoas, com mais de 60 anos, apresentam comprometimento nas suas atividades diárias em função dos desequilíbrios. "Além de trazer uma limitação social e física ao indivíduo, as tonturas podem levar às quedas com fratura que vêm apresentando importância crescente nesta população", concluem os otorrinolaringologistas.

    Além disso, a fratura leva à hospitalização muitas vezes prolongada, o que predispõe o paciente a adquirir outras enfermidades, que podem agravar doenças já existentes e facilitar o surgimento de outras complicações.

    A queda tem relação causal com 12% dos óbitos na população geriátrica. Além disso, gera custos elevados aos serviços de saúde. Naqueles que são hospitalizados em decorrência de uma queda, o risco de óbito no ano seguinte à hospitalização varia entre 15% e 50%.

    Conscientização

    A incidência das quedas e a severidade da lesão causada por elas aumentam com a idade. Enquanto alguns fatores de risco para a queda não podem ser mudados, como o envelhecimento, outros podem ser facilmente eliminados ou reduzidos. Esse é um dos principais focos da Campanha Nacional de Prevenção a Quedas de Idosos.

    O Dia de atendimento ao idoso com tontura tem, portanto, como objetivos principais aumentar o conhecimento do público em geral sobre os problemas relacionados às quedas na terceira idade, incentivar a procura de atendimento otorrinolaringológico pelos idosos que apresentam tontura e/ou histórico de quedas, orientando no encaminhamento para investigação diagnóstica e tratamento dos possíveis distúrbios vestibulares, além de fornecer informações sobre prevenção.

    Os acidentes ocorrem pelo menos uma vez ao ano, em 30% dos maiores de 65 anos, e 50%, em pessoas acima de 75 anos. Em grande parte dos casos, a origem da queda está dentro do ouvido. O equilíbrio do corpo é mantido pela atuação do labirinto, da visão e de receptores localizados nos músculos e nas articulações.

    Este problema ocorre em função do avanço da idade e que naturalmente causa os desgastes da estrutura do corpo humano, especialmente do sistema labiríntico, causando a tontura, limitando bastante a vida do idoso e aumentando as chances de quedas.

    Há demais causas decorrentes da queda. Uma delas é a osteoporose, degeneração óssea que atinge grande porcentagem da população de idosos. "Com o avanço da idade, existe um envelhecimento de várias estruturas relacionadas ao equilíbrio corporal, como o labirinto, os órgãos responsáveis pela sensibilidade corpórea e a diminuição da visão. O envelhecimento desses três sistemas já pode, por si só, causar desequilíbrio e favorecer as quedas", explica a doutora Raquel Mezzalira, médica otorrinolaringologista, coordenadora da Campanha de Prevenção a Quedas na Terceira Idade e membro da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO).

    Dicas
    • Instalar corrimões na beira de escadas;
    • Colocar interruptores de luz em locais de fácil acesso para manter o ambiente sempre bem iluminado;
    • Deixar uma luz acesa iluminando o trajeto entre o quarto e o banheiro à noite;
    • Evitar manter no chão objetos como chinelos, caixas ou brinquedos.
    • Além disso, os idosos devem se manter em harmonia com sua saúde através de exercícios físicos adaptados as suas condições de saúde, uma boa dieta alimentar e não se medicar sem a prescrição de um médico especialista. A campanha acontece neste sábado, 27 de setembro, das 9h às 13h, no Pam-Marechal.

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