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    Terça-feira, 31 de março de 2009, atualizada às 13h

    Estudantes vão às ruas em campanha contra a disfagia. Alteração na deglutição atinge 90% da população idosa no Brasil


    Guilherme Arêas
    Repórter

    No Dia Nacional de Atenção à Saúde e à Nutrição, estudantes de fonoaudiologia de uma instituição de ensino superior de Juiz de Fora foram às ruas tratar de um assunto que atinge cerca de 90% da população idosa no Brasil. Quem passou pelo Parque Halfeld nesta terça-feira, 31 de março, recebeu esclarecimentos sobre a disfagia, uma alteração na deglutição. Apesar de não ser uma doença, a disfunção pode ser sintoma de algumas patologias. Os profissionais da área garantem que o desafio ainda é a falta de informação dos pacientes.

    A principal recomendação dos fonoaudiólogos é observar. : Caso a pessoa apresente dificuldade de engolir, sensação de algo parado na garganta, tosses ou engasgos frequentes causados por alimentos ou pela saliva deve procurar ajuda médica. Cansaço, febre, rouquidão ou restos de comida na boca após a alimentação também indicam a necessidade de uma consulta.

    A disfagia atinge cerca de 50% dos pacientes que tiveram um acidente vascular cerebral (AVC). Também é comum em pessoas com doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, e em pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

    Foto do atendimento no Parque Halfeld "A disfagia pode levar a um quadro clínico mais grave, como a desnutrição, a desidratação e até a uma pneumonia ou à morte por asfixia. Por isso, é importante conhecer os sintomas e procurar ajuda o quanto antes", esclarece a coordenadora do programa Falando sobre Nutrição e Atenção à Disfagia no Idoso, Renata Ciampe Loures.

    O envelhecimento natural das estruturas envolvidas na deglutição, como os lábios, a língua e as bochechas, explicam a alta incidência dos sintomas na população idosa. "Com o aumento da expectativa de vida, é natural que os idosos sejam os mais atingidos pela disfagia", explica o estudante de fonoaudiologia, Jonatam de Moraes Bandeira.

    Recomendações do Conselho Federal de Fonoaudiologia alertam que a disfagia pode provocar problemas emocionais e o isolamento social do paciente. O fato aumenta a necessidade de entender a disfunção e procurar tratamento adequado o quanto antes.

    Orientações sobre a disfagia

    Durante a alimentação:

    • Mantenha a postura ereta e confortável, nunca coma deitado, salvo em orientações específicas;
    • Coma sem pressa;
    • Mantenha a prótese dentária bem adaptada;
    • Caso necessário, coma alimentos mais pastosos e tome líquidos mais grossos, pois o engasgo com alimento líquido é o mais frequente.
    • Fonte: Conselho Federal de Fonoaudiologia

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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