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    Quarta-feira, 17 de junho de 2009, atualizada às 15h35

    Índice de mortalidade materna em Juiz de Fora é três vezes maior que o aceitável pelo Ministério da Saúde

    Clecius Campos
    Repórter

    O índice de mortalidade materna em Juiz de Fora apresentou um aumento de 16 óbitos por cem mil nascidos vivos, de 2007 para 2008. No ano passado, a Razão de Mortalidade Materna (RMM) foi de 65 mortes a cada cem mil. O número é considerado alto pelo Ministério da Saúde que estabelece como elevado a RMM acima de 20 óbitos maternos por cem mil nascidos vivos. Em 2007, registraram-se 49 óbitos por cem mil.

    De acordo com a presidente do Comitê de Prevenção à Mortalidade Infantil, Maria da Consolação Magalhães, a causa do aumento pode ser considerada aleatória. "O índice parece alto demais, mas a RMM trabalha com números absolutos também grandes, na razão de cem mil nascidos vivos. É óbvio que o ideal seria chegar a zero." A qualidade e o acesso ao serviço de saúde, assistência adequada durante o parto e o pós-parto e as condições sociais das mulheres também são razões para o aumento das mortes.

    Segundo Consolação, a mudança na gestão da saúde no ano passado, devido ao escândalo envolvendo o ex-prefeito Alberto Bejani, pode ter contribuído para o acréscimo da RMM. "Tivemos problemas que se arrastaram de abril até o final do ano. Não podemos garantir que este foi o motivo, mas certamente questões políticas também interferem nos serviços oferecidos."

    Mortalidade infantil também sofre aumento

    A mortalidade infantil também subiu de 2007 para 2008 em Juiz de Fora. No ano passado, o índice foi de 16,9 óbitos por mil nascidos vivos, enquanto em 2007 a relação era de 14,3 mortes por mil nascidos vivos. Segundo Consolação, entre as razões está o aumento na realização de cesarianas, que subiu de 54% em 2007 para 58% em 2008. "As crianças que nascem desta forma têm mais chances de apresentar um problema respiratório. Além disso, a mãe pode ter alguma demora para começar a amamentar, o que pode prejudicar o bebê."

    O acréscimo na taxa de prematuridade, de 10,3% para 10,4%, de 2007 para 2008, e no número de crianças com baixo peso ao nascer (2,5 kg), 11,2%, também são motivos para mortes de recém-nascidos. "São bebês que adoecem com maior facilidade e têm mais chance de falecer durante o parto".

    Melhoria no atendimento é capaz de baixar índices

    Como forma de diminuir os índices de mortalidade infantil e materna, o comitê defende a melhoria na qualidade do atendimento à saúde, com a organização da oferta de serviços e a possibilidade de acesso de todos. "É preciso também identificar as causas de óbito precocemente, fazendo intervenções em tempo oportuno e garantindo assistência integral às pessoas."

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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